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21 de fevereiro de 2013

Rogéria: Aos 70, mais DIVA que nunca!


"Esta homenagem, EU fiz em 2013, logo antes de Rogéria completar 70 anos de idade. Ela faleceu na noite de 04/09/2017, de complicações devido a infecção. Rogéria será sempre o estandarte da arte gay do Brasil. Rogéria rompeu barreiras e nos 74 anos bem vividos ela deixará um vácuo e muita saudade. Astolfo deixou lições."

(Divas)

Prestes a completar 70 anos, 
Rogéria orgulha-se da carreira e diz: 
'Sou a porta-bandeira dos gays e travestis'

Rogéria * 1943 - 2017

Rogéria nasceu Astolfo Barroso Pinto em 25 de maio de 1943, carioca de Cantagalo no Rio de janeiro, prestes a completar 70 anos e 50 anos de carreira, ela tem sido o exemplo e a diva maior do mundo trans brasileiro;mesmo ainda nos dias de hoje com tantas facilidades de 'aparecer'. Artista multifacetada do primeiro time das estrelas, Rogéria continua rompendo barreiras com talento e opiniões fortes.
Rogéria começou a carreira como maquiadora da TV Rio. Foi incentivada a subir nos palcos por ícones como Fernanda Montenegro, Bibi Ferreira, 
Elis Regina, tornou-se vedete, ganhou o mundo e a família brasileira. A travesti está na boca do povo há várias gerações e seu talento, presença de palco e carisma são incontestáveis. Rogéria é mais que integrante da história do teatro, ela é a história da arte gay brasileira. Morou no exterior, apresentou se em muitos lugares, vários shows e em 1979 recebeu o Troféu Mambembe, pelo espetáculo que fez ao lado de Grande Otelo.

Personagem Alzira, da novela 'Lado a Lado' da Rede Globo.

Vinte e três anos depois de participar da novela 'Tieta' da Rede Globo, Rogéria esta de volta a emissora para interpretar uma mulher biológica:  Alzira, mãe da personagem de Maria Padilha e avó de Luciano (André Arteche). Para Rogéria, ator não tem sexo.

Versatilidade e beleza não tem idade.

“Moça coisa nenhuma, cara. Você tá vendo alguma senhora aqui na sua frente? Fique sabendo que o meu nome é Valdemar”, gritou a atriz em 1989, numa cena de 'Tieta' ao interpretar a apoteótica Ninete. Na ocasião,a personagem havia sido assediada desrespeitosamente por Amintas (Roberto Bonfin) e, quebrando as normas de gênero em rede nacional, provou desde aquela época que travesti não é bagunça.

'Maria, a louca' - personagem da comissão de frente da
Escola de Samba São Clemente em 2009

Rogéria nunca foi do tipo militante – tanto que suas declarações já causaram muita polêmica - mas fez da sua história o seu exemplo para o Brasil. Rogéria falou ao repórter Neto Lucon sobre sua carreira, mundo trans, sonhos e como lida com o passar dos anos... 
Confira: 

- São 50 anos de uma carreira impecável. Como você sobreviveu aos preconceitos, as invejas e aos próprios dramas?

Querido, um homem que se veste de mulher geralmente só tem sucesso quando é bonitinho. Se tiver talento, melhor. 
Mas, mesmo assim, aos 30 e poucos esse assédio vai acabando e você tem que virar caricata para se manter. 
Sinto que minha carreira é de fato bem sucedida, pois estou com 70 anos, tenho 50 anos de carreira, sou a mesma pessoa 
e estou aí até hoje. A Rogéria continua e é lembrada por todos. Agora, quanto aos meus dramas, garanto que não 
tenho problemas em ser Astolfo, não, não tenho esses grilos, sou muito feliz como sou. Talvez a minha diferença seja essa...


- Você faz questão de falar que não se considera mulher. Mas sua vida não ficou mais colorida com a Rogéria?

Muito mais colorida, claro, poxa vida. Mas também foi uma barra, pois passei por duas ditaduras. Uma aqui no Brasil e outra na Espanha. 
No Brasil, o negócio era o comunismo. Vi a perseguição ao Caetano Veloso, o Chico Buarque, a Zuzu Angel com o filho... 
Eu calava a minha boca, pois pensava: sou transgressora por natureza, morro aqui mesmo. Em 68, um delegado quis censurar a minha presença 
em uma peça teatral. Chorei muito, como nunca, mas consegui voltar depois. Com tanta pressão, acabei indo para Luanda, 
Moçambique, Paris, Portugal, Espanha... Mas lá disseram que eu não poderia trabalhar, pois tinha que ser mulher ou me fazer mulher 
– duas eram operadas. Após uma performance, um empresário disse que me daria um programa de TV se eu me operasse. Mas não, não quero tirar 
o pinto do meu sobrenome e nem da minha vida.


- Como foi que a Rogéria deixou os palcos e passou parte integrante do seu cotidiano?

Foi naturalmente... O cabelo foi crescendo, os seios ficando com detalhes mais femininos... Paris foi a cereja do bolo, 
pois estar no palco de mulher é uma coisa, mas andar na rua é totalmente diferente. Fiz um teste quando ia fazer um tratamento dentário: 
fui vestida de mulher, peguei ônibus, quis saber como seria vista... E foi tão bom. Era um personagem que tinha parado o trânsito. 
Consegui ganhar o Oscar! (risos).

- Neste ano, você completa 70 anos. A idade te assusta?

Não, não. Nunca tive problema com a idade e garanto que a vaidade não me pega. Aprendi a lidar com isso depois de um acidente gravíssimo de carro que sofri em 1981 [um caminhão atropelou o carro de Rogéria, quando ela levava um amigo de volta para casa durante a madrugada]. Ali, tinha certeza que havia acabado a minha beleza e a minha carreira. Foi um corte no rosto, em cima do olho, cicatrizes gritantes, que as pessoas sentiam pena.  Quarenta e cinco dias depois, eu estava trabalhando, apresentando os tradicionais bailes de carnaval com seis câmeras em cima de mim [ para o programa de Agildo Ribeiro]. Falavam sobre a minha aparência e eu perguntava: “Ok, mas como está o meu trabalho?” As 
“Seu trabalho é maravilhoso, fantástico”. Então, é isso que importa, 
o meu trabalho.


- Por falar em trabalho, começamos 2013 com uma excelente notícia. Você está escalada para a novela Lado a Lado. Como surgiu o convite?

Querido, estou com o texto na mão e empolgadíssima para participar dessa produção linda. A TV Globo sempre foi muito legal comigo, 
pois sempre há convites, trabalhos e um respeito enorme. Este convite veio dos autores [Claudia Lage e João Ximenes Braga] e estou muito feliz 
por fazer parte dessa equipe maravilhosa, como o diretor Dennis Carvalho (66), que consegue ser sucesso às 19h com uma novela de época.

- Você gosta de novelas de época? 

Gosto de qualquer trabalho, pois meu negócio é trabalhar, trabalhar, trabalhar. Tenho a consciência de que novela de época tem aquela inspiração chique. 
Vejo a Patricia [Pillar, 49] com aquelas roupas lindas e fico feliz a beça. Além da questão histórica, que nos faz aprender. Mas eu sempre gostei 
das novelas da Globo, das outras emissoras também. Acompanho todas, gosto da maioria. Menino, você acha que eu ia perder Avenida Brasil? Claro que não, achei ótima.

- Ao contrário da icônica Ninete, desta vez você vai interpretar uma mulher que nasceu biologicamente mulher. Como está sendo?

Ator não tem sexo, querido, faz o que tem que ser feito. Alzira é uma mulher altiva, é estrela, mãe da Diva e usa um vocabulário rebuscadíssimo. Tem uma cena que ela dirá ‘Que vergonha deplorável, aviltante’ (risos). Meu Deus! Há muito tempo não escutava ‘aviltante’.

No esplendor da juventude, ensaio sensual nos anos 70.

- Voltando a falar da Ninete, ela foi o seu personagem marcante da TV?

Foi realmente maravilhoso. Estar em uma novela em 1989 com personagem tão rico foi fantástico, um marco para a época. Fora o elenco, Betty Faria, Yoná Magalhães, Mirian Pires, aquele time de estrelas... Fico muito feliz porque sou bem recebida na Globo, quer dizer, em qualquer lugar. Hoje, apresento o programa Preliminares [Canal Brasil], que exibe filmes nacionais. Somos o segundo programa mais acessado do canal.

- Você também apresentou durante muito tempo o tradicional baile gay de carnaval, que depois mudou e tornou-se mais esculachado. Como foi? 

Minha intenção sempre foi não deixar acontecer o que acontece hoje: falta de respeito. Poxa, a família brasileira ficava esperando o baile, netos, avós, pais, pois era um trabalho para o público de casa. A câmera é o mundo que eu quero mostrar, então o respeito é importantíssimo. Fazia ao lado do Otávio Mesquita, que todo mundo acha 
que é homofóbico, mas que é uma pessoa maravilhosa, e procurava rir com a família brasileira.  Hoje, vejo que muitas delas vão a troco de aparecer no ridículo. Elas ficam de lado, esperando o momento de serem esculhambadas. Nunca passei por isso e nem quis. Hoje, não quero mais fazer...

- Você sempre fala do respeito à família. Isso se deve às professoras que teve, quando era maquiadora da TV Rio, Fernanda Montenegro, Bibi Ferreira, Elis Regina?

São professoras de primeiro grau, assim como a Irene [Ravache]. Quando fui estrelar uma obra, o Carlos Machado ficou meio reticente, mas a Irene deu o maior incentivo. Disse: “Rogéria é uma estrela, tem que estar”. Poxa, saber disso e vê-la hoje, brilhando em “Guerra dos Sexos” ao lado da Glorinha (Pires), é fantástico. Eu sou bem aceita por homens e mulheres, pois tenho uma postura legal. Me queiram bem porque eu não sou do mal. Sou a travesti da família brasileira. 

- Como é o seu contato atual com a comunidade LGBT?

Eles e elas gostam, me observam como um ícone. Mas não tenho blog, Twitter, nem Facebook, pois a minha rede social são as pessoas na rua, no meu convívio. Eu não fujo do fã, eu me entrego nos braços dele. Muitas senhoras, mães de gays e travestis, me param na rua e sempre, sempre é muito bom. Elas falam que gostam muito de mim e até que aceitaram 
os seus filhos pelo meu exemplo: “Quero que meu filho seja como você, que respeite o ser humano”. Isso é muito gratificante, imagina, uma mãe não ter preconceito por conhecer a minha carreira? Toda mãe tem medo que o filho vire um travesti maluco, então servir de um exemplo positivo é recompensador, transformador. Eu fiquei porque plantei, porque 
sou a porta-bandeira dos gays, das travestis. Não é brincadeira... 
Agora, vão atrás!


- Hoje, comemoramos o Dia da Visibilidade Trans. Acha que as travestis e transexuais conseguiram muitas conquistas? 

Tivemos, claro. Eu acho maravilhoso tudo o que conquistamos, dessa liberdade maior e do respeito. Ainda há problemas, mas pelo amor de Deus, cada um vive como quiser, ninguém tem que intervir em nada. Vejo hoje bons exemplos, trans em vários lugares, a Jane Di Castro cantando o hino nacional, elas articuladas, em reuniões... Embora seja encarado ao universo gay, achei de extrema importância a aprovação da união civil, que é o mais importante que o casamento em si. Agora, ninguém vai mais tirar o seu dinheiro depois que o outro morreu. Eu, por exemplo, já fui casada durante 19 anos, morava com ele, a minha mãe e os meus irmãos...

- Como era a sua mãe?

Era a melhor mãe do mundo. Ela morreu há dois anos, com 91 anos. Mas vou te contar, que mãe maravilhosa! Nunca me perseguiu, me desapontou, apesar de eu ser muito levada. Aprontava muito, era terrível e todo mundo sabia o que eu era. Brincava de Cleópatra aos oito anos, brincava de Tarzan e Jane e claro que eu era a Jane (risos). Tive uma infância normal, bacana, me joguei na água de chuva, subi o morro, fiz tudo o que uma criança saudável fazia. Nunca sofri nada dentro de casa. Isso me fez ser bem resolvida e feliz. Eu sou muito feliz por ter tido a mãe que eu tive. Nunca sofri bullying.

- Uma curiosidade... É verdade que você não tem silicone?

Não (risos).


- Mas eu assisti a peça Sete – O Musical e vi que você estava com grandes pares de seios... 

(Risos) Eu botava embaixo do sutiã bastante espuma para dar um volume. Mas você pode notar que era bem molinho, não era aquela coisa enrijecida de silicone. Não sou contra, só não gosto de exagero. Essas americanas de seis imensos, Deus me livre, faz mal para coluna. Tem uma amiga minha que estava com um peitinho murchinho, por conta da amamentação 
e perguntou o que eu achava. Disse: “Desde que você não coloque demais...” Ela foi lá, falou para o médico o tamanho que queria, fez e ficou linda.

Rogéria, qual é o seu sonho? 

Meu sonho é ver nosso país acabar com essa política cheia de ladrões. Para isso, tenho um aliado: Joaquim Barbosa. Deveria existir mais Joaquins, não perderia uma sessão. Sonho que um dia acabe com a pobreza, com esse craque, com essas crianças morrendo. Se eu fosse uma fada, mudaria tudo.

Mas na sua vida, profissão, já fez de tudo?

Acho que já fiz de tudo. Olha que maravilha, estou com quase 70 anos e estou conversando com você, um jovem. Digo: “Poxa vida, graças ao bom Deus e a Virgem Maria eu consegui realizar tudo, 
mesmo diante daquele acidente”. Deus está comigo. As pessoas pensam que a gente não tem religião, mas o que importa é a nossa alma. O corpo vai apodrecer, mas você tem que estar limpo na alma, 
no amor. E eu sou essa pessoa, tenho Cristo dentro de mim. Amém. 

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DIVA!
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1 de outubro de 2012

Hebe Camargo para sempre!

(divas)

Hebe Camargo


O estilo inconfundível da apresentadora sufocou a cantora - dizia a própria Hebe. Na escola das apresentadoras da televisão brasileira, a morena mais 'loira' que o Brasil já conheceu foi, é e sempre será insubstituível. 'Rainha', 'primeira-dama', 'senhora', todos os títulos dados a ela, neste último sábado (29) pareceram insuficientes, diante do silêncio que ficará com a ausência de sua risada tão típica, tão reconhecida, tão admirada, dos bordões...
O Brasil foi pego de surpresa com seu 'adeus', mas a guerreira preferiu assim, em sua casa em São Paulo encerrou seu show e deixou a televisão brasileira bem menos 'chique', bem menos 'linda de viver', bem menos 'gracinha'...
Mania de brasileiro, querer sucessor imediato para seus mitos, Hebe não deixou substituta, e não haverá outra. Hebe foi única e na televisão que ela fazia, ficará sim o vácuo, o hiato e a posição eterna de que naquele formato, naquele sofá, com aquela risada, outra 'loira', 'morena' ou 'mulata' não mais existirá.


Rádio, cinema, 'Estrelinha do samba', televisão, a 'Dama' do 'ao vivo' foi de tudo o que uma estrela poderia ter sido. Passou por quase todas as grandes redes de televisão do Brasil e ironicamente foi na Rede Globo, onde nunca trabalhou, que recebeu sua grande última homenagem. Foi 'ao vivo', como deveria ser, no horário 'nobre' do domingo, emocionante, emocionada, feliz, risonha, ovacionada, parecia ali uma iniciante por estar no palco da Globo, como que nunca houvesse estado num palco, como se aquele 'Domingão' fosse finalmente 'seu'. Triunfo de uma carreira de mais de 60 anos, a glória simples de uma 'rainha'. Assim foi recebida por Fausto Silva. 
Assim a Globo a recebeu.


Hebe foi festejada, foi aplaudida,e reverenciada em seu último instante. A 'loiruda' que era quase que unanimidade nacional, teve a capacidade de mesmo que 'muda', trazer a majestade de volta a TV, ser vista, ouvida e aclamada em todos os canais quase que simultaneamente. A alegria, a coragem, o glamour esteve nas telinhas do Brasil no último sábado como somente os mitos poderiam estar. Ela esteve, sem 'estar', sem rir, sem brincar, sem pedir, mas por mais que não quisesse, teve o aplauso que conquistou e assim terá para toda a história do que chamamos 
'televisão brasileira'.


A DIVA.
Hebe Camargo
1929 - 2012 'Para sempre!'

♦♦♦♦

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2 de julho de 2012

José Loreto: muito além de 'Avenida Brasil'.

(ode ao belo)

Ahhhh suburbano!

Lindo, sexy, brasileiro, corpão, bocão...uau... 
Tudo o que deveria ser multiplicado por Deus!
Este é José Loreto, que esta chamando muita atenção em 'Avenida Brasil' como o suburbano Darkson. O modelo que virou ator, começou na Globo em malhação e hoje, forma no time de primeira dos garanhões da novela das nove.
O ator mostra toda sua sensualidade num ensaio para a revista TPM
fotografado por Jorge Bispo.
Pegue o lenço e veja os cliques.











Fotos do fotógrafo Jorge Bispo, 
para a revista TPM.

♦♦♦♦

Como diria um certo pagodeiro:
"Abana papai!"

٠•●eu sou a lenda ☠ eu não presto ●•٠·˙˙™

24 de março de 2012

Chico Anysio: "Os aplausos agora serão no céu dos astros."


CHICO ANYSIO
"O céu dos astros aplaude."

Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho,
conhecido como Chico Anysio cumpriu sua missão.
Chico, multimídia, muito antes desse termo ser muito empregado,
faleceu na tarde desta sexta (23), no hospital carioca
onde estava internado desde Dezembro de 2011. A luta estava encerrada.
Pai de 209 personagens, o humorista sempre esteve
entre os maiores artistas do Brasil, desde que a televisão
deu 'corpo e alma' as vozes de seus 'filhos' vindos do rádio.
Rádio, teatro, cinema, televisão, livros, artes...
Chico deixou extensa obra e durante mais de 60 anos
cunhou carreira que entrou; ainda em vida; 
para a estória das artes brasileiras.
Fica aqui meu aplauso para um mestre na arte de 'rir',
fantástico naquilo que se propôs a fazer.
O humor brasileiro fica mais triste e o céu dos astros
recebe mais um gênio.

Azambuja

Bento Carneiro
Pantaleão

Justo Veríssimo

Seu Popó

Alberto Roberto

'Véio' Zuza

Tavares

Coalhada

Paínho

Jovem

Roberval Teylor

Bozó

Salomé

Silva



CHICO ANYSIO
1931 - 2012

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8 de janeiro de 2012

Centenário de Charles Addams

(cultura pop)

Charles Addams 100 anos

Charles Addams

Fonte: Veja online

Conhecido como o Mestre do Macabro, o cartunista Charles Addams completaria 100 anos hoje. Nascido no dia 7 de janeiro de 1912, em New Jersey, Addams começou a publicar seu trabalho na revista New Yorker quando tinha 21 anos de idade.

Com seu senso de humor irônico e mórbido, ele ficou para sempre conhecido como o criador de “A Família Addams“, personagens que iniciaram sua trajetória nas tiras de quadrinhos, passando pela televisão e pelo cinema até chegar ao teatro, com um musical que entra em cartaz no Brasil em março.

O abastado advogado Covas Addams/Gomez Alonso Addams, que tinha como passatempo favorito explodir trens de brinquedo, se excitava sempre que sua esposa Morticia Frump falava em francês. A mulher de visual exótico e expressão macabra era mãe de duas crianças: Vandinha/Wednesday e Feioso/Pugsley, que se divertiam brincando de assassinato.

Cartun original de Charles Addams

Na casa também viviam o Tio Chico/Fester, com vasto conhecimento sobre tudo que é macabro; a vovó, uma espécie de bruxa, mãe de Mortícia; Itti, o primo de Gomez, um sujeito que tem tanto cabelo que não se vê nenhuma parte de seu corpo; o mordomo Tropeço/Lurch, uma criatura enorme, sem expressão e de poucas palavras; e o Coisa, uma mão sem corpo que vivia dentro de uma caixa.

A família mantinha como animais de estimação uma aranha, um leão, um polvo e duas piranhas, sendo que Mortícia tratava sua planta carnívora, chamada de Cleópatra, como se fosse um animalzinho.

Família Addams, no desenho animado pra TV

Em 1973 e em 1991 foram produzidas versões animadas de “A Família Addams”. Em 1977, um filme para celebrar o Dia das Bruxas foi produzido, reunindo parte dos atores que estrelaram a série.

Elenco do filme de 1998, com Angélica Huston, Raul Julia,
Christofer Loyd, Christina Rice e outros.

Em 1998, foi produzido o remake “A Nova Família Addams” e em 1991 os Addams chegaram no cinema onde estrelaram três filmes (sendo que a terceira produção foi lançada direto em vídeo).

Elenco da primeira montontagem da peça na
Broadway.

Em 2010 a Família Addams fez sua estreia na Broadway com
um musical que será apresentado em São Paulo a partir
da primeira semana de março deste ano.

Charles Addams não viveu para testemunhar a trajetória de seus personagens. Ele faleceu em 1988, vítima de parada cardíaca, aos 76 anos de idade.
Em seu tempo de vida, ele viu apenas o sucesso gerado pelas
versões para a TV e suas reprises.

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