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27 de julho de 2015

FIM: Alguém ai tem o manual?

(The end)

Começo, meio e... Pois é... Todo ser humano deveria vir de fábrica com o opcional 'compreender os finais sejam lá eles quais forem...'. Ninguém entende, nem uma mísera linha. Lidar com finais é uma merda e esse 'x' da questão não há muita coisa que podemos fazer. Finais são pontos que quase sempre queremos não pragar pra ver, podem ser caros, verdadeiras liquidações ou preços inestimáveis. Na verdade estou eu aqui querendo falar de 'fim' e nada sai, nada tenho na mente a não ser pontos finais e... Terminar coisas, eras, dias, vidas, amores, talvez não haja nada que se possa dizer depois do fato consumado. A cada fim um novo começo... Bonitinho mas ordinário sentimento de varrer pra debaixo do tapete a melancolia. Finais são realmente melancólicos e no frigir dos ovos, a coisa mais sensata que me vem a cabeça para terminar isso é: PONTO FINAL.

por PAULO FRANCO

17 de janeiro de 2015

Paul Cadmus - A arte homoerótica

Aos 14 anos, Paul Cadmus saiu da escola normal para ter aulas na The National Academy of Design, onde seus pais se conheceram. Ele passou seis anos lá e, em seguida, passou seus últimos dois anos de formação acadêmica na Students League de New York Art. No outono de 1931 Paul Cadmus e seu amigo, Jared French, partiram para a Europa. 
O dólar era forte aquela época e eles planejaram viver feito ricos e pintar livremente
sem o compromisso do trabalho ou escola.


'Boys on bikes'  Paul Cadmus

Dois anos mais tarde, quando eles voltaram para os EUA, o país estava no meio da grande depressão. Cadmus foi capaz de garantir um trabalho que lhe pagasse um salário de US$ 32 por semana para as Obras Públicas do Projeto Arte (PWAP), um projeto do governo pós-Depressão.

'Jovem Paul Cadmus' por Luigi Lucioni

Cadmus já com 30 anos, era um pintor desconhecido até o escandalo provocado por sua obra conhecida como 'The Fleet's in!'. Esta pintura homoerótica de 1934, mostra marinheiros em situações pouco comuns e fora encomendada através de seu trabalho com o PWAP.
A pintura ultrajou os figurões da Marinha americana e a escandalosa repercussão fez manchetes em todo o país; sua sexualidade lúgubre e implicações homossexuais excitou leitores americanos e levou o Almirante Rodman do alto comando da Marinha a pedir que o quadro fosse destruído. Ele foi citado em um jornal como dizendo:
"esta é uma imagem que se originou na mente depravada de alguém que não tem experiência ou concepção das condições em nosso serviço naval amado".  
Na mesma entrevista Cadmus respondeu: "O Almirante Rodman e o auto comando da Marinha estão com tanta raiva devem encorporar uma 'Alice no mundo de sonho da Marinha Wonderland, eles devem dar um passeio ao longo da unidade à noite, quando os marinheiros se deitam pra dormir. "

'The Fleet's in', 1934

Toda a publicidade feita em torno dessa obra, alavancou a carreira de Paul Cadmus que disparou e logo suas obras estavam em alta demanda. Cadmus passou a agradecer o Almirante Rodman 
por ajudar a tornar a sua carreira que diria mais tarde que tinha com Rodman uma dívida pelo impulso em sua carreira. 

'Coney Island', 1935

'The Bath' - 1951

'Playground', 1948

Por ser um artista extremamente meticuloso, Cadmus otmizou o tempo médio de pintura, tornando seu trabalho mais rápido. Ele iria produzir dezenas se não centenas de pinturas por ano, em média, 
cerca de 2 Cadmus por ano.  



O estúdio de Paul Casmus passou a ser na 5 St. Luke, entre Hudson St. e Seventh Ave., no centro do West Village.
 "Foi muito fácil de ser [gay] no Village,"   Cadmus disse certa vez: 
"Não tinha muito problema, mas você tinha que manter a descrição senão você entrava em apuros." 
Cadmus tinha muitos admiradores famosos como Andy Warhol, Christopher Isherwood, Tennessee Williams, George Ballanchine e EM Forster, todos gays.
Quando Cadmus e seus amigos não estavam em West Village, eles estavam na ilha do fogo, muitas vezes posando para retratos.

Durante este período, Cadmus estava envolvido em um triângulo amoroso com o artista George Tooker, que disse: 
"Eu estava procurando um relacionamento e meu relacionamento com Paul sempre incluído Jared French."

Paul Cadmus, Geoger Tooker e Jared French na ilha do fogo

Paul Cadmus, George Tooker e Jared French no estúdio da 5th avenida em NY

Paul Cadmus e Jared French por George Platt

Paul Cadmus por George Platt

George Tooker por George Platt

Jared Frensh por Paul Cadmus

Em 1964 Cadmus conheceu o grande amor de sua vida, Jon Andersson, que viria a ser seu muso, modelo e seu parceiro por 35 anos. 

Auto com Joh Anderson por Paul Cadmus

Paul Cadmus velho

Cadmus desistiu de pintar mais tarde em sua vida, mas continuou com o desenho, gravura e fotografia. Em 1999, apenas a 5 dias antes de seu 95 º aniversário, Paul Cadmus faleceu, 
devido à idade avançada, em sua casa em Weston, Connecticut.

Um brilhante artista!


16 de janeiro de 2015

Liberdade de expressão: Demonstração de afeto gay, num século sem selfies...

Selfies, assim eu minimamente descrevo nossa era de comunicação. Temos hoje em dia a liberdade de publicar quantas selfies quisermos, onde quisermos e fazendo o que bem entendermos. Gozamos dessa liberdade, usamos esse direito e em muitos casos até abusamos... kkkk

Para quem nasceu na era da idade da 'internet' talvez possa ser meio complicado entender com era viver sem isso. Como era interagir sem computadores, sem facebook, sem instagram!!!! OMG! kkkkk. É fácil para a maioria de nós expormos-nos em redes sociais nas mais diversas poses, sentimentos, desejos e expressões. É praticamente uma coisa atoa postar a foto como nosso namorado ou namorada, levar zilhões de curtidas e deixar o mundo saber que aquele ou aquela é a razão de tanta felicidade. Hoje nesse post, vou exibir algumas fotos desse 'antigamente', onde homens orgulhosos exibiam seu bem querer para seus parceiros. Fotos carregadas de ternura, sensualidade, amor, orgulho, algumas com uma singeleza até triste. Fotos que o mundo não via, que o mundo não curtia, fotos secretas de amores que; podem apostar; eram muito, mas muito parecidos com os nossos.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Fotos tiradas do site: HOMO (http://www.homohistory.com/)























30 de outubro de 2014

Tim Cook merece aplausos!

Tim Cook, CEO a Apple

"É para aplaudir de pé!"

Tim Cook, CEO da Apple, surpreendeu meio mundo, nesta quinta-feira, 30, ao tratar pela primeira vez abertamente sobre sua homossexualidade em um artigo para a Bloomberg:  
"Tenho orgulho de ser gay, e eu considero que ser gay está entre os maiores presentes que Deus me deu", afirmou.

Cook, alegou nunca ter escondido esse fato e, ainda que muitos de seus colegas na Apple tem conhecimento sobre isso, sem jamais ter um tratamento diferenciado.  "Claro, eu tive a sorte de trabalhar para uma companhia que adora criatividade e inovação e sabe que isso só pode aflorar quando se abraça as diferenças das pessoas."

"Sair do armário" publicamente, segundo Cook, 'foi uma decisão pensada nos que não têm essa sorte.' Ser gay deu ao CEO da Apple, que detém o título de marca mais valiosa do mundo, a percepção do que é estar na pele de uma minoria. Ele compreendeu que deixar isso claro poderia ajudar a sociedade a entender que não há diferenças entre brancos, negros, homens, mulheres, heterossexuais e homossexuais.

Comentou ainda Cook: "Há muitos lugares, em que os chefes podem demitir empregados por serem gays. Essas pessoas podem ser impedidas de visitar os parceiros quando estão doentes  e até de compartilhar heranças."

"Eu não me considero um ativista, mas percebo o quanto tenho me beneficiado pelo sacrifício dos outros", escreveu o executivo.

"Então, se ouvir que o CEO da Apple é gay puder ajudar alguém que esteja lutando para chegar aos termos com quem ele ou ela é, ou trazer conforto para qualquer um que se sinta sozinho, ou inspirar pessoas a insistir em sua igualdade, então vale a pena compensar com a minha própria privacidade."

Mais um exemplo nesse mundo de 'meu Deus' tão carente de compreensão. Muitos tomam frente e fazem o ativismo, basta que nos inspiremos nesses 'muitos' ou então façamos como Cook fez, 'levantar a mão' pra dizer que não estamos sós.

Levante se e aplauda, EU já fiz isso!


11 de janeiro de 2013

Com a palavra: Paulo Anderson

(palavras)

"Maria"


Maria um dia percebeu que todas as outras Marias da sua infância estavam mudando: roupas menores, batons na boca e namoradinhos de cabelo arrepiado. Ela não entedia porque era a única 
Maria de roupas largas e pé no chão.
Maria era serena, ingênua e jogava futebol como nenhum outro João conseguia. Até que um dia 
Maria se apaixonou. Não por Antônio, nem por Pedro e nem por José, mas sim por outra Maria.

Então Maria chorou na frente de seu espelho.
Na igreja, Maria aprendera sobre Adão e Eva e que Jesus não amava Marias como ela.
Ela não entendia por que Deus criaria uma Maria 
tão diferente das outras, uma que não usava 
salto alto e não gostava dos Joãos.
Maria sofreu por amor, raspou sua cabeça, fumou um baseado, deu risada da vida e não baixou a cabeça. Maria um dia me falou sobre amor e de como gostava de outra Maria de cabelos vermelhos.
Hoje ela me diz o quanto não se arrepende de ter amado porque o amor é tudo que nos resta.

O amor é tudo o que nós temos.
E amor é tudo o que sinto por Maria.
Porque entre todas as Marias, 
ela é a Maria da minha vida.

Maria continua acreditando no amor.
Maria continua se apaixonando e caminhando sozinha com seu fone de ouvido.
Maria me faz acreditar que ainda há esperança 
e que as pessoas podem valer a pena.
E enquanto houver alguém que acredite em um mundo melhor, sempre haverá uma Maria.
Mas entre todas as Marias João, Da Graça, De Lurdes, De Fátima, ela é a Maria da minha vida.

Paulo Anderson


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8 de janeiro de 2012

Maria Berenice Dias - Ícone na defesa das minorias!

(cidadania)

Maria Berenice Dias: 
A pioneira em defender
direitos gays

Maria Berenice Dias, a primeira mulher que o Tribunal de Justiça
do Rio Grande do Sul admitiu na magistratura.

A Magistrada Maria Berenice Dias, lá nos anos 70 já advogava
a favor das minorias. Célebre em apoiar as causas dos hossexuais,
teve seu nome citado 19 vezes e na histórica seção do
Supremo Tribunal Federal de 5 de maio de 2011,
onde o direito a sacramentar família foi dado aos gays brasileiros.
A Folha de São Paulo fez uma matéria ótima sobre toda da atitude
de Maria Berenice, que merece ser vista por todos
que apoiam a luta contra a discriminação.
Veja no link abaixo, todo o pioneirísmo dessa gaúcha do bem!


"O Brasil ainda precisa da consciência
de muitos como Maria Berenice Dias."

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28 de maio de 2011

Polícia de Moscou reprime passeata gay não autorizada

"cidadania"

Manifestantes tentaram
fazer passeata na entrada
da Praça Vermelha.
Polícia diz que tentava evitar choques
entre ativistas gays e grupos radicais.
 
Policial detém ativista que tentava participar de Parada Gay em Moscou,
neste sábado (28) (Foto: Mikhail Metzel / AP)
 
Da EFE

A Polícia de Moscou prendeu neste sábado (28)
cerca de 20 pessoas durante várias tentativas de se realizar
uma passeata do orgulho gay no centro da capital russa,
 mobilização não autorizada pela prefeitura da cidade.
"Apesar de tudo, os ativistas tentam realizar ações
não autorizadas próximo aos Jardins de Alexandre,
na praça Manezh e também na rua Tverskaya, perto da Prefeitura",
informou um porta-voz da polícia à agência de notícias russa "Interfax".

Entre os presos, há tanto ativistas homossexuais quanto
skinheads contrários às manifestações do orgulho gay.
Desde 2006, diversas entidades tentaram organizar
manifestações pró-orgulho gay em Moscou,
mas sempre foram impedidas pelo ex-prefeito Yuri Luzhkov,
que as considerava "atos satânicos".

Essas entidades tinham muita esperança em contar
com o novo prefeito, Sergey Sobyanin, que já autorizou
protestos de outras causas.
A primeira manifestação não autorizada do orgulho gay
da história da Rússia ocorreu em maio de 2006.
Os manifestantes acabaram sendo agredidos
por skinheads, religiosos e policiais.
 
♦♦♦♦
Os Russos, durante décadas
financiaram e interferiram
na ordem mundial, mas internamente
continuam com uma mentalidade muito atrasada para um pais que se diz
integrante das grandes potências.
♦♦♦♦
 
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1 de fevereiro de 2011

"Sobre árvores e pássaros."


Sobre árvores e pássaros


Cronica de Alexandre Pelegi
direto do "primeiro programa" - rádio Transamérica de São Paulo

"Há momentos na vida em que somos pássaros.
Queremos voar, mas nossas asas são curtas
e não nos permitem chegar além do horizonte.
O que podemos está sempre aquém do que desejamos.
Há momentos na vida em que temos longas asas,
podemos alçar extensos vôos, mas nossos limites
são determinados pelo peso das bagagens que a vida nos dá.
São malas que atendem por diversos nomes: bom senso, juízo, medo.
Há os que se livram de seu peso, e conseguem voar muito alto.
Alguns atingem destinos fantásticos, muitos conhecem o sabor do desastre.
Mas há momentos na vida em que deixamos de voar.
É quando nos tornamos árvores, quando nos percebemos
enraizados à terra, presos no espaço e no tempo.
Não nos damos conta desta mudança, que nos tira as asas
e nos empresta galhos e ramos.
Apenas descobrimos que somos assim.
Como árvore, podemos crescer apenas para cima – na busca do sol e da luz -, e para baixo, à cata de alimentos e energia.
Os dois movimentos se completam, um não é possível sem o outro.
Enquanto crescemos, podemos servir de pouso para os pássaros de asas curtas e longas, aventureiros e comedidos.
 Muitas vezes emprestamos o abrigo de nossas ramagens
para a construção de alguns ninhos.
Mas quando deixamos de procurar a luz,
ou desistimos de cavar em busca de energia, paramos de crescer.
Mas não há árvores assim. As árvores perseguem seu destino,
que é crescer e se alimentar, assim como há pássaros que só buscam voar.
Saber o momento do vôo, ou o instante de se enraizar,
é a grande sabedoria humana. Saber viver intensamente o momento
de polinizar as flores, ou o momento de deixar ao vento
e à chuva que espalhem nossas sementes, eis o destino da vida.
Se você é pássaro, voe em busca de seu sonho.
Se você se descobriu árvore, cresça o mais alto que puder,
e deixe a terra cuidar de suas sementes.

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fikadika
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