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5 de setembro de 2017

Rogéria *** 1943-2017


"Esta homenagem, EU fiz em 2013, logo antes de Rogéria completar 70 anos de idade e 50 anos de carreira. Rogéria partiu na noite de 04/09/2017 vitima de complicações de uma infecção generalizada. Em seus 74 anos de vida, ela deixará um vácuo nos palcos da vida, porém Astolfo deixou muitas lições."

Reedito como tributo e um 'muito obrigado' pela linda história que deixou.

(Divas)

Prestes a completar 70 anos, 
Rogéria orgulha-se da carreira e diz: 
'Sou a porta-bandeira dos gays e travestis'

Rogéria 

Rogéria nasceu Astolfo Barroso Pinto em 25 de maio de 1943, carioca de Cantagalo no Rio de janeiro, prestes a completar 70 anos e 50 anos de carreira, ela tem sido o exemplo e a diva maior do mundo trans brasileiro;mesmo ainda nos dias de hoje com tantas facilidades de 'aparecer'. Artista multifacetada do primeiro time das estrelas, Rogéria continua rompendo barreiras com talento e opiniões fortes.
Rogéria começou a carreira como maquiadora da TV Rio. Foi incentivada a subir nos palcos por ícones como Fernanda Montenegro, Bibi Ferreira, 
Elis Regina, tornou-se vedete, ganhou o mundo e a família brasileira. A travesti está na boca do povo há várias gerações e seu talento, presença de palco e carisma são incontestáveis. Rogéria é mais que integrante da história do teatro, ela é a história da arte gay brasileira. Morou no exterior, apresentou se em muitos lugares, vários shows e em 1979 recebeu o Troféu Mambembe, pelo espetáculo que fez ao lado de Grande Otelo.

Personagem Alzira, da novela 'Lado a Lado' da Rede Globo.

Vinte e três anos depois de participar da novela 'Tieta' da Rede Globo, Rogéria esta de volta a emissora para interpretar uma mulher biológica:  Alzira, mãe da personagem de Maria Padilha e avó de Luciano (André Arteche). Para Rogéria, ator não tem sexo.

Versatilidade e beleza não tem idade.

“Moça coisa nenhuma, cara. Você tá vendo alguma senhora aqui na sua frente? Fique sabendo que o meu nome é Valdemar”, gritou a atriz em 1989, numa cena de 'Tieta' ao interpretar a apoteótica Ninete. Na ocasião,a personagem havia sido assediada desrespeitosamente por Amintas (Roberto Bonfin) e, quebrando as normas de gênero em rede nacional, provou desde aquela época que travesti não é bagunça.

'Maria, a louca' - personagem da comissão de frente da
Escola de Samba São Clemente em 2009

Rogéria nunca foi do tipo militante – tanto que suas declarações já causaram muita polêmica - mas fez da sua história o seu exemplo para o Brasil. Rogéria falou ao repórter Neto Lucon sobre sua carreira, mundo trans, sonhos e como lida com o passar dos anos... 
Confira: 

- São 50 anos de uma carreira impecável. Como você sobreviveu aos preconceitos, as invejas e aos próprios dramas?

Querido, um homem que se veste de mulher geralmente só tem sucesso quando é bonitinho. Se tiver talento, melhor. 
Mas, mesmo assim, aos 30 e poucos esse assédio vai acabando e você tem que virar caricata para se manter. 
Sinto que minha carreira é de fato bem sucedida, pois estou com 70 anos, tenho 50 anos de carreira, sou a mesma pessoa 
e estou aí até hoje. A Rogéria continua e é lembrada por todos. Agora, quanto aos meus dramas, garanto que não 
tenho problemas em ser Astolfo, não, não tenho esses grilos, sou muito feliz como sou. Talvez a minha diferença seja essa...


- Você faz questão de falar que não se considera mulher. Mas sua vida não ficou mais colorida com a Rogéria?

Muito mais colorida, claro, poxa vida. Mas também foi uma barra, pois passei por duas ditaduras. Uma aqui no Brasil e outra na Espanha. 
No Brasil, o negócio era o comunismo. Vi a perseguição ao Caetano Veloso, o Chico Buarque, a Zuzu Angel com o filho... 
Eu calava a minha boca, pois pensava: sou transgressora por natureza, morro aqui mesmo. Em 68, um delegado quis censurar a minha presença 
em uma peça teatral. Chorei muito, como nunca, mas consegui voltar depois. Com tanta pressão, acabei indo para Luanda, 
Moçambique, Paris, Portugal, Espanha... Mas lá disseram que eu não poderia trabalhar, pois tinha que ser mulher ou me fazer mulher 
– duas eram operadas. Após uma performance, um empresário disse que me daria um programa de TV se eu me operasse. Mas não, não quero tirar 
o pinto do meu sobrenome e nem da minha vida.


- Como foi que a Rogéria deixou os palcos e passou parte integrante do seu cotidiano?

Foi naturalmente... O cabelo foi crescendo, os seios ficando com detalhes mais femininos... Paris foi a cereja do bolo, 
pois estar no palco de mulher é uma coisa, mas andar na rua é totalmente diferente. Fiz um teste quando ia fazer um tratamento dentário: 
fui vestida de mulher, peguei ônibus, quis saber como seria vista... E foi tão bom. Era um personagem que tinha parado o trânsito. 
Consegui ganhar o Oscar! (risos).

- Neste ano, você completa 70 anos. A idade te assusta?

Não, não. Nunca tive problema com a idade e garanto que a vaidade não me pega. Aprendi a lidar com isso depois de um acidente gravíssimo de carro que sofri em 1981 [um caminhão atropelou o carro de Rogéria, quando ela levava um amigo de volta para casa durante a madrugada]. Ali, tinha certeza que havia acabado a minha beleza e a minha carreira. Foi um corte no rosto, em cima do olho, cicatrizes gritantes, que as pessoas sentiam pena.  Quarenta e cinco dias depois, eu estava trabalhando, apresentando os tradicionais bailes de carnaval com seis câmeras em cima de mim [ para o programa de Agildo Ribeiro]. Falavam sobre a minha aparência e eu perguntava: “Ok, mas como está o meu trabalho?” As 
“Seu trabalho é maravilhoso, fantástico”. Então, é isso que importa, 
o meu trabalho.


- Por falar em trabalho, começamos 2013 com uma excelente notícia. Você está escalada para a novela Lado a Lado. Como surgiu o convite?

Querido, estou com o texto na mão e empolgadíssima para participar dessa produção linda. A TV Globo sempre foi muito legal comigo, 
pois sempre há convites, trabalhos e um respeito enorme. Este convite veio dos autores [Claudia Lage e João Ximenes Braga] e estou muito feliz 
por fazer parte dessa equipe maravilhosa, como o diretor Dennis Carvalho (66), que consegue ser sucesso às 19h com uma novela de época.

- Você gosta de novelas de época? 

Gosto de qualquer trabalho, pois meu negócio é trabalhar, trabalhar, trabalhar. Tenho a consciência de que novela de época tem aquela inspiração chique. 
Vejo a Patricia [Pillar, 49] com aquelas roupas lindas e fico feliz a beça. Além da questão histórica, que nos faz aprender. Mas eu sempre gostei 
das novelas da Globo, das outras emissoras também. Acompanho todas, gosto da maioria. Menino, você acha que eu ia perder Avenida Brasil? Claro que não, achei ótima.

- Ao contrário da icônica Ninete, desta vez você vai interpretar uma mulher que nasceu biologicamente mulher. Como está sendo?

Ator não tem sexo, querido, faz o que tem que ser feito. Alzira é uma mulher altiva, é estrela, mãe da Diva e usa um vocabulário rebuscadíssimo. Tem uma cena que ela dirá ‘Que vergonha deplorável, aviltante’ (risos). Meu Deus! Há muito tempo não escutava ‘aviltante’.

No esplendor da juventude, ensaio sensual nos anos 70.

- Voltando a falar da Ninete, ela foi o seu personagem marcante da TV?

Foi realmente maravilhoso. Estar em uma novela em 1989 com personagem tão rico foi fantástico, um marco para a época. Fora o elenco, Betty Faria, Yoná Magalhães, Mirian Pires, aquele time de estrelas... Fico muito feliz porque sou bem recebida na Globo, quer dizer, em qualquer lugar. Hoje, apresento o programa Preliminares [Canal Brasil], que exibe filmes nacionais. Somos o segundo programa mais acessado do canal.

- Você também apresentou durante muito tempo o tradicional baile gay de carnaval, que depois mudou e tornou-se mais esculachado. Como foi? 

Minha intenção sempre foi não deixar acontecer o que acontece hoje: falta de respeito. Poxa, a família brasileira ficava esperando o baile, netos, avós, pais, pois era um trabalho para o público de casa. A câmera é o mundo que eu quero mostrar, então o respeito é importantíssimo. Fazia ao lado do Otávio Mesquita, que todo mundo acha 
que é homofóbico, mas que é uma pessoa maravilhosa, e procurava rir com a família brasileira.  Hoje, vejo que muitas delas vão a troco de aparecer no ridículo. Elas ficam de lado, esperando o momento de serem esculhambadas. Nunca passei por isso e nem quis. Hoje, não quero mais fazer...

- Você sempre fala do respeito à família. Isso se deve às professoras que teve, quando era maquiadora da TV Rio, Fernanda Montenegro, Bibi Ferreira, Elis Regina?

São professoras de primeiro grau, assim como a Irene [Ravache]. Quando fui estrelar uma obra, o Carlos Machado ficou meio reticente, mas a Irene deu o maior incentivo. Disse: “Rogéria é uma estrela, tem que estar”. Poxa, saber disso e vê-la hoje, brilhando em “Guerra dos Sexos” ao lado da Glorinha (Pires), é fantástico. Eu sou bem aceita por homens e mulheres, pois tenho uma postura legal. Me queiram bem porque eu não sou do mal. Sou a travesti da família brasileira. 

- Como é o seu contato atual com a comunidade LGBT?

Eles e elas gostam, me observam como um ícone. Mas não tenho blog, Twitter, nem Facebook, pois a minha rede social são as pessoas na rua, no meu convívio. Eu não fujo do fã, eu me entrego nos braços dele. Muitas senhoras, mães de gays e travestis, me param na rua e sempre, sempre é muito bom. Elas falam que gostam muito de mim e até que aceitaram 
os seus filhos pelo meu exemplo: “Quero que meu filho seja como você, que respeite o ser humano”. Isso é muito gratificante, imagina, uma mãe não ter preconceito por conhecer a minha carreira? Toda mãe tem medo que o filho vire um travesti maluco, então servir de um exemplo positivo é recompensador, transformador. Eu fiquei porque plantei, porque 
sou a porta-bandeira dos gays, das travestis. Não é brincadeira... 
Agora, vão atrás!


- Hoje, comemoramos o Dia da Visibilidade Trans. Acha que as travestis e transexuais conseguiram muitas conquistas? 

Tivemos, claro. Eu acho maravilhoso tudo o que conquistamos, dessa liberdade maior e do respeito. Ainda há problemas, mas pelo amor de Deus, cada um vive como quiser, ninguém tem que intervir em nada. Vejo hoje bons exemplos, trans em vários lugares, a Jane Di Castro cantando o hino nacional, elas articuladas, em reuniões... Embora seja encarado ao universo gay, achei de extrema importância a aprovação da união civil, que é o mais importante que o casamento em si. Agora, ninguém vai mais tirar o seu dinheiro depois que o outro morreu. Eu, por exemplo, já fui casada durante 19 anos, morava com ele, a minha mãe e os meus irmãos...

- Como era a sua mãe?

Era a melhor mãe do mundo. Ela morreu há dois anos, com 91 anos. Mas vou te contar, que mãe maravilhosa! Nunca me perseguiu, me desapontou, apesar de eu ser muito levada. Aprontava muito, era terrível e todo mundo sabia o que eu era. Brincava de Cleópatra aos oito anos, brincava de Tarzan e Jane e claro que eu era a Jane (risos). Tive uma infância normal, bacana, me joguei na água de chuva, subi o morro, fiz tudo o que uma criança saudável fazia. Nunca sofri nada dentro de casa. Isso me fez ser bem resolvida e feliz. Eu sou muito feliz por ter tido a mãe que eu tive. Nunca sofri bullying.

- Uma curiosidade... É verdade que você não tem silicone?

Não (risos).


- Mas eu assisti a peça Sete – O Musical e vi que você estava com grandes pares de seios... 

(Risos) Eu botava embaixo do sutiã bastante espuma para dar um volume. Mas você pode notar que era bem molinho, não era aquela coisa enrijecida de silicone. Não sou contra, só não gosto de exagero. Essas americanas de seis imensos, Deus me livre, faz mal para coluna. Tem uma amiga minha que estava com um peitinho murchinho, por conta da amamentação 
e perguntou o que eu achava. Disse: “Desde que você não coloque demais...” Ela foi lá, falou para o médico o tamanho que queria, fez e ficou linda.

Rogéria, qual é o seu sonho? 

Meu sonho é ver nosso país acabar com essa política cheia de ladrões. Para isso, tenho um aliado: Joaquim Barbosa. Deveria existir mais Joaquins, não perderia uma sessão. Sonho que um dia acabe com a pobreza, com esse craque, com essas crianças morrendo. Se eu fosse uma fada, mudaria tudo.

Mas na sua vida, profissão, já fez de tudo?

Acho que já fiz de tudo. Olha que maravilha, estou com quase 70 anos e estou conversando com você, um jovem. Digo: “Poxa vida, graças ao bom Deus e a Virgem Maria eu consegui realizar tudo, 
mesmo diante daquele acidente”. Deus está comigo. As pessoas pensam que a gente não tem religião, mas o que importa é a nossa alma. O corpo vai apodrecer, mas você tem que estar limpo na alma, 
no amor. E eu sou essa pessoa, tenho Cristo dentro de mim. Amém. 

Rogéria - 1943 - 2017

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DIVA!
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9 de maio de 2014

O 'NÃO pé na bunda' e o 'Aceita que dói menos.'

Um minúsculo sinal de que talvez algo tenha mudado em você, para positivo, é ouvir um não e ao invés de sair se rasgando todo, você aceita. Tá, ninguém é obrigado a fazer intensivão pra Madre Tereza e tals, mas que há progresso, isso há, porém, não se enganem queridos pois o 'o buraco continuará mais em baixo' sempre...
Lidar com o 'não' é algo que definitivamente está sem progresso no 'ser' humano. Parece mesmo que jamais irá aparecer um 'Steve Jobs' da vida e criar um aplicativo beleza que resolva nossos dramas... Dramas com 'nãos' sempre existirão, é fato.
Eu posso enumerar zilhões de negativas aqui e todas serão clichê de dramalhão, mas uma delas é e sempre será a best seller: O NÃO pé na bunda.
O dia que eu encontrar alguém que lide de boa com um 'pé na bunda', esta criatura irá ter o meu respeito eterno. O NÃO pé na bunda é 'froid'.
Algum de vocês deve estar se perguntando por que o Paulo está escrevendo isso... É eu levei um pé na bunda! Rsrsrsrsrs pezão posso até dizer...

Dramático? SIM fazer o quê...


Levar uma bota, um fora, um término, um passa longe, um cai fora, é e sempre será drama minha gente, mas quem nunca levou, um dia vai levar. Motivos pra ficar chateado são os montes, dores n'alma, solidão, desapego, saudades e podem ter certeza, estas serão companheiras de 'copo', choro e noites, por um tempinho, tempo ou tempão, isso dependerá do 'tempo' que você tiver. Perder um companheiro ou companheira, seja lá que motivo for é dolorido... Não é novidade nenhuma eu dizer tudo isso mas quando você tem um carga gigante de sentimento para aquela criatura que te deixou e recebe um NÃO como resposta, ai a coisa fica tensa. O NÃO pé na bunda é nada mais, nada menos que ouvir que teu sentimento, teu carinho, teu amor, não são mais necessários. É ai que o 'bicho' pega, é nessa hora que você sente vontade de sair se rasgando todo, desesperado e sem rumo. Eu senti esta vontade de fazer isso hoje logo pela manhã, quando ganhei meu NÃO...
Entrei em desespero contido por não saber o que mais dizer...
Fiquei sem saber o que fazer com tamanho sentimento que nutro por quem não quis mais meu gostar. Não tem jeito, isso bem que poderia ser coisa de adolescente, que ficasse na tenra idade e com a maturidade passasse... Não passa gente! Não tem remédio que dê jeito ou idade que deixe você sem sentir. Sentimentos sempre existirão para serem compartilhados, doados, entregues... Hoje pela manhã caí na real que definitivamente que meus bilhetes não serão mais entregues, que minhas cartas de amor não terão mais o endereço do destinatário, que a caixa de entrada dos e-mails desse sentimento ficarão lotadas de mensagens não mais lidas... Nada mais a fazer...


Lidar com o NÃO, seja lá o motivo que tiver, não é mole, nem quando se aceita, como eu fiz. Aceitar, me foi a única alternativa... Aceitar que nada mais poderia ser como antes... Aceitar que a vida segue pra ambos e que talvez melhor seja ficar sem ter. Não é fácil chegar a isso e eu nem tenho fórmula pra contar, não houve uma, foi no ato. Nem vou aqui ficar enchendo linguiça de que amadureci pra chegar a tal. NÃO, não foi isso, quem sabe a sabedoria popular tenha me estendido a mão... Talvez e BEM talvez... Vou deixar pra depois o que farei com tanto sentimento que tenho por ele, quem sabe eu continue lotando a caixa de e-mails com minhas mensagens e elas comecem a perder o sentido aos poucos, até se tornarem lembranças... Sei lá, quem sabe eu encontre as verdades continuando a dizer pra mim mesmo o bom e grande "aceita que dói menos". Sei lá, só sei que o 'NÃO pé na bunda' é um golpe que dói...

É isso ai...


27 de abril de 2014

Saudosa 'Maloca'

Pacaembu OBRIGADO!

Com vitória sobre o Flamengo por 2x0, 
o Corinthians se despede do velho estádio 'amigo'.

Estádio do Pacaembu na noite de 04 de julho de 2012, final da Libertadores da América, 
no jogo Corinthians 2x0 Boca Juniors da Argentina - Corinthians Campeão da América.

O Corinthians se despediu hoje do Estádio do Pacaembu, em São Paulo. 
O setentão que testemunhou tantas glórias do Timão, o palco de uma das maiores conquistas recentes do clube, hoje passara a ser história.
 Foi no Pacaembu que o jejum de vitórias sobre o Santos de Pelé, chegou ao fim em 1968. No Pacaembu, a Libertadores da América de 2012 foi conquistada... Pacaembu, casa de tantos jogos que vi ao vivo, casa do Corinthians sem nunca ter tido papel dizendo o fato. 
Pacaembu, casa escolhida por nós corinthianos.
A casa nova já esta quase pronta. Será na 'Arena Corinthians' 
que jogaremos o próximo jogo com mando em São Paulo, mas o velho 
e bom estádio do Pacaembu, o 'Sr' Paulo Machado de Carvalho 
ficará nos corações corinthianos para SEMPRE!
OBRIGADO SETENTÃO!
SAUDOSA MALOCA desde já.

É isso ai


17 de abril de 2014

Hoje eu acordei mais sapo que nunca.

Histórias...

"Histórias tem seu início, seu meio e fim... Sim, histórias tem seu fim... Ou não... ou sim... ou continuam sem ter fim... Histórias podem e devem ser contadas, transmitidas, cantadas... Histórias tem, quem as tem, quem as compõe, depõe, copiam ou intimam a si mesmos seus enredos, conceitos, medos... Todos nós temos nossas histórias.
 Livros de capa dura e páginas em branco? 
Revistas maravilhosas de letras coloridas? 
Panfletos de 'compra se ouro'? 
Rabiscos? 
NÃO! 
Não importa com que canetas tenhas as escrito, temos que fazer
por obrigação, devemos escreve-las e vive-las nem que seja para continuar depois ou encadernar de vez, esquecer e depois lembrar, reescrever o melhor capítulo... Todos nós temos que viver.
Toda história tem seu começo; sim, eu já disse isso aqui; e dele todo enredo se revela, ponto de partida de alguma vida planejada, sonhada, bem feita, mal feita, direita ou torta... O começo dirá a seu autor que personagem ele irá viver. Histórias tem seu meio; redundância deste redator; e a trama segue, como as horas, os dias,  os meses, os capítulos... Histórias tem, quem as tem. E o fim da linha?  Fim da tinta, do papiro, canson, sulfite ou jornal? 
o fim das letras,  do vazio na boca, do clamor do peito, do ardor da língua? Caros leitores, o fim, tuas histórias, vocês mesmo irão dizer."




Hoje minha história contém um nome: Deyvson 
Escrevo um desfecho para esta história mas não para o nome... 
Teimoso, eu continuo a escrever ,não que tenham acabado as folhas, tintas ou os argumentos, escrevo, apenas o fechar de um capítulo ou começar outro... Sei lá...
Sabem aqueles estórias com sapatinhos de cristal, pajens ratinhos, abóboras que viram carruagens? 
É, ontem e virei abóbora...
Sabem aqueles contos de fadas legais, coloridos e cheios de fantasias, com castelo, princesa, príncipe e um sapo? 
Pois é, hoje eu amanheci mais sapo que nunca.
Ser abóbora, quando já se foi príncipe é bem sem graça, na verdade, abóboras não tem graça alguma a não ser no Halloween... 
Graça tem as princesas e eu tive... Sim, eu tive uma princesa linda, de cabelos negros e longos... Uma princesa alva
feito algodão e que ficou comigo, dividindo meu castelo, meus momentos, meu amor... É, eu tive a minha princesa e ela se foi...
Princesas aparecem 'de vez em nunca' na nossa vida.Fato. Acho que tive sorte ou não... sei lá... talvez tenha tido sim. 
Os sapatinhos de cristal para essa moça eu nunca achei, valsa a meia noite, se hipoteticamente eu puder falar nunca dancei, 
mas acho que 'dancei' sim usando outros passos, noutras músicas, noutro tom... Dancei sim com você.
Princesas sempre são as mais belas, encantam, mudam destino, são cheias de charme, sorrisos... Ter uma princesas na sua vida 
é tirar a sorte grande... Acho que a sorte não me favoreceu...Eu desejei uma princesa, ela chegou, mas hoje eu sou só um sapo...
Ser sapo é terrível gente! Nossa, o bichinho feio. 
Para que serve um sapo? 
Ahhh, alguém pode ter dito ai comer mosquitos? 
Outros podem ter dito, cantar na lagoa?
Sapo é tristonho, eu nunca vi um sapo alegre... 
Sapos são feios... 
"O sapo não lava o pé, por isso ele tem chulé"... Se isso virou música devo dizer mais o que...

Hoje eu acordei, sapo... Vou descaradamente agora, adaptar uma frase atribuída a Clarisse Lispector, por que sabem né, se tornei me sapo, eles são preguiçosos, eles moram na lagoa e não lavam o pé por que não querem... rsrsrs. Vamos lá:

"Quando eu gosto, eu começo emprestando a minha atenção, depois um livro, um guarda-chuva. Depois a minha música até que 
eu mesmo seja mais emprestado do que devolvido. Gostar é não devolver, é se endividar de lembranças."

Essa nossa história teve acertos e erros... Normal... Teve mais bons momentos que ruins. Histórias são escritas nem sempre com palavras bonitas nem sempre com vocabulário bom...
Eu sei e estou comprovando desde ontem que consigo encontrar cada rastro deste meu 'personagem' em cada canto de minha casa. Todos eles estão ainda lá, frescos, querendo se materializar nos fragmentos de energia que habitam... Repetições de cenas e atos, essências perdidas no meio de espaços vazios, gostos que ficaram na boca, de tantas sensações... O castelo de 'São Jorge' continua repleto com 'TEU' eu...
Bateu uma saudade desconcertante hoje pela manhã e também uma certeza que não irias mais voltar, que o que ficou para trás não pertencia mais a você...
Na história ficou o quanto é grande este meu castelo, mesmo para mim que vivo enfiado nele. Ficou a estranha sensação, lá pras tantas das 21:30 horas de ontem, que minha filha te esperava chegar, postada na janela  por um bom tempo... 
Eu olhava fixo pro relógio nestes momentos...
Achei que ela previa algo... 
Fui dormir sabendo que não irias voltar.

Agora sou mais sapo que nunca e pior, sapo sem beijo de princesa. Sapo que não consegue coaxar... Sapo feio e adormecido.
Sapo cheio de remorso, culpa, sapo querendo pedir perdão.

Esta minha história, não chegou ao fim pois se uma mentira estraga mil verdades, uma verdade pode redimir as mentiras e fazer capítulos ainda melhores... Eu fui capaz de escrever isso, mas não sei dizer agora se ouvirei tua voz dizer me algo novamente... Você não esta aqui...
Escrevo isso tudo, não para dizer que apenas que esperei ver-te voltar, escrevo mais ainda para ver de fato isso na real. Jamais tive a vontade de te ver partir, palavras doem eu sei pois em mim doeram muito, mas o que foi dito foi, injusto será não ouvirmos um ao outro nunca mais. Histórias como essa não terminam assim.
Escrevo isso não para te pedir desculpas, não para querer perdão, escrevo isso pra dizer que o arrependimento dói, mas os braços, continuam abertos. Pense...


Hoje na minha história existe um nome é o seu 
DEYVSON GOMES DA SILVA.

Ps.: Se você ler isto como eu gostaria que acontecesse, aquele camarão permanece na geladeira, farei amanhã para o almoço, se você quiser Deyvson, venha almoçar comigo. Só avisar.



24 de março de 2012

Chico Anysio: "Os aplausos agora serão no céu dos astros."


CHICO ANYSIO
"O céu dos astros aplaude."

Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho,
conhecido como Chico Anysio cumpriu sua missão.
Chico, multimídia, muito antes desse termo ser muito empregado,
faleceu na tarde desta sexta (23), no hospital carioca
onde estava internado desde Dezembro de 2011. A luta estava encerrada.
Pai de 209 personagens, o humorista sempre esteve
entre os maiores artistas do Brasil, desde que a televisão
deu 'corpo e alma' as vozes de seus 'filhos' vindos do rádio.
Rádio, teatro, cinema, televisão, livros, artes...
Chico deixou extensa obra e durante mais de 60 anos
cunhou carreira que entrou; ainda em vida; 
para a estória das artes brasileiras.
Fica aqui meu aplauso para um mestre na arte de 'rir',
fantástico naquilo que se propôs a fazer.
O humor brasileiro fica mais triste e o céu dos astros
recebe mais um gênio.

Azambuja

Bento Carneiro
Pantaleão

Justo Veríssimo

Seu Popó

Alberto Roberto

'Véio' Zuza

Tavares

Coalhada

Paínho

Jovem

Roberval Teylor

Bozó

Salomé

Silva



CHICO ANYSIO
1931 - 2012

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19 de janeiro de 2012

30 anos sem Elis Regina

(neste peito bate uma saudade)

Há 30 anos, ela voltava para casa mais cedo 
e deixava a música popular brasileira mais triste. 
São desses casos de nunca se conformar, 
casos que deixam vaga a lacuna,
insubstituíveis donos que se vão, 
sem deixar outro no lugar.
Brasileiríssima saudade, que o tempo não dissipa, eternidade em voz que nos consola,
aplauso de sempre, para sempre Regina.
Hoje, o dia pede ELIS.


Elis Regina, "O bêbado e a equilibrista"


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4 de dezembro de 2011

Adeus ao Doutor Sócrates.

(futebol)

Ele não quis esperar o jogo final do, 
resolveu ver o Corinthians campeão 
lá no 'andar de cima'...

Sócrates foi um vencerdor.

Ex-jogador Sócrates morre em SP
Ele estava internado no Hospital Albert Einstein.
Segundo hospital, ele teve choque séptico 
de origem intestinal.

O ex-jogador Sócrates, de 57 anos, morreu na madrugada deste domingo (4) no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo. Segundo o hospital, Sócrates morreu em decorrência de um choque séptico às 4h30. Ele estava internado no hospital desde quinta-feira (1º) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O ex-jogador estava em coma induzido e respirava com a ajuda de aparelhos. Segundo boletim médico divulgado neste sábado (3), o quadro dele já era grave. Esta foi a terceira vez este ano que o ex-atleta e ídolo do Corinthians foi internado. Nas duas ocasiões anteriores, ele passou por tratamento para conter uma hemorragia digestiva, causada pelo consumo prolongado de álcool.

Sócrates era o mais velho de seis irmãos – o ex-jogador Raí é um deles -, e teve seis filhos. Ele começou sua carreira em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Por causa da faculdade de medicina, que cursava na Universidade de São Paulo (USP), ele quase não treinava. Em 1978 ele foi para o Corinthians, onde se consagrou como ídolo. Já era médico formado e ganhou da torcida o apelido de Doutor. Com o time, foi bicampeão paulista em 1982 e 1983.

Sócrates pela Seleção Brasileira

O jogador participou de duas Copas do Mundo pela Seleção Brasileira. Em 1982, foi capitão. Depois de uma breve passagem pelo Fiorentina, da Itália, atuou ainda no Flamengo e no Santos.
Sócrates também era politizado. Ele participou da campanha pelas Diretas Já, e em 1984 foi um dos principais idealizadores da Democracia Corintiana, que reivindicava para os jogadores mais liberdade e mais influência nas decisões administrativas do clube.

Sócrates : Será eterno ídolo do Corinthians!

O Dr Sócrates, não foi um atleta, foi um jogador de futebol muito diferente. Treinos e concentrações não eram sua praia. Preferia sim um 'copo' com os amigos, mas foi falando que deu maiores lições a que curtiu sua geração. Jogador politizado nos tempos de ditadura militar, só sabe o que foi isso que viveu essa fase.

O futebol brasileiro perde u grande ícone, 
a Torcida do Corinthians um de seus 
maiores ídolos.

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