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17 de janeiro de 2015

Paul Cadmus - A arte homoerótica

Aos 14 anos, Paul Cadmus saiu da escola normal para ter aulas na The National Academy of Design, onde seus pais se conheceram. Ele passou seis anos lá e, em seguida, passou seus últimos dois anos de formação acadêmica na Students League de New York Art. No outono de 1931 Paul Cadmus e seu amigo, Jared French, partiram para a Europa. 
O dólar era forte aquela época e eles planejaram viver feito ricos e pintar livremente
sem o compromisso do trabalho ou escola.


'Boys on bikes'  Paul Cadmus

Dois anos mais tarde, quando eles voltaram para os EUA, o país estava no meio da grande depressão. Cadmus foi capaz de garantir um trabalho que lhe pagasse um salário de US$ 32 por semana para as Obras Públicas do Projeto Arte (PWAP), um projeto do governo pós-Depressão.

'Jovem Paul Cadmus' por Luigi Lucioni

Cadmus já com 30 anos, era um pintor desconhecido até o escandalo provocado por sua obra conhecida como 'The Fleet's in!'. Esta pintura homoerótica de 1934, mostra marinheiros em situações pouco comuns e fora encomendada através de seu trabalho com o PWAP.
A pintura ultrajou os figurões da Marinha americana e a escandalosa repercussão fez manchetes em todo o país; sua sexualidade lúgubre e implicações homossexuais excitou leitores americanos e levou o Almirante Rodman do alto comando da Marinha a pedir que o quadro fosse destruído. Ele foi citado em um jornal como dizendo:
"esta é uma imagem que se originou na mente depravada de alguém que não tem experiência ou concepção das condições em nosso serviço naval amado".  
Na mesma entrevista Cadmus respondeu: "O Almirante Rodman e o auto comando da Marinha estão com tanta raiva devem encorporar uma 'Alice no mundo de sonho da Marinha Wonderland, eles devem dar um passeio ao longo da unidade à noite, quando os marinheiros se deitam pra dormir. "

'The Fleet's in', 1934

Toda a publicidade feita em torno dessa obra, alavancou a carreira de Paul Cadmus que disparou e logo suas obras estavam em alta demanda. Cadmus passou a agradecer o Almirante Rodman 
por ajudar a tornar a sua carreira que diria mais tarde que tinha com Rodman uma dívida pelo impulso em sua carreira. 

'Coney Island', 1935

'The Bath' - 1951

'Playground', 1948

Por ser um artista extremamente meticuloso, Cadmus otmizou o tempo médio de pintura, tornando seu trabalho mais rápido. Ele iria produzir dezenas se não centenas de pinturas por ano, em média, 
cerca de 2 Cadmus por ano.  



O estúdio de Paul Casmus passou a ser na 5 St. Luke, entre Hudson St. e Seventh Ave., no centro do West Village.
 "Foi muito fácil de ser [gay] no Village,"   Cadmus disse certa vez: 
"Não tinha muito problema, mas você tinha que manter a descrição senão você entrava em apuros." 
Cadmus tinha muitos admiradores famosos como Andy Warhol, Christopher Isherwood, Tennessee Williams, George Ballanchine e EM Forster, todos gays.
Quando Cadmus e seus amigos não estavam em West Village, eles estavam na ilha do fogo, muitas vezes posando para retratos.

Durante este período, Cadmus estava envolvido em um triângulo amoroso com o artista George Tooker, que disse: 
"Eu estava procurando um relacionamento e meu relacionamento com Paul sempre incluído Jared French."

Paul Cadmus, Geoger Tooker e Jared French na ilha do fogo

Paul Cadmus, George Tooker e Jared French no estúdio da 5th avenida em NY

Paul Cadmus e Jared French por George Platt

Paul Cadmus por George Platt

George Tooker por George Platt

Jared Frensh por Paul Cadmus

Em 1964 Cadmus conheceu o grande amor de sua vida, Jon Andersson, que viria a ser seu muso, modelo e seu parceiro por 35 anos. 

Auto com Joh Anderson por Paul Cadmus

Paul Cadmus velho

Cadmus desistiu de pintar mais tarde em sua vida, mas continuou com o desenho, gravura e fotografia. Em 1999, apenas a 5 dias antes de seu 95 º aniversário, Paul Cadmus faleceu, 
devido à idade avançada, em sua casa em Weston, Connecticut.

Um brilhante artista!


12 de janeiro de 2015

São Paulo à 100 anos.

Próximo dia 25 de Janeiro, a cidade de São Paulo comemora seus 461 anos de fundação, juntamos fotos de alguns lugares marcantes da cidade e mostraremos o que mudou. As fotos foram tiradas entre o final última década do século 19 e as primeiras décadas do século 20 e em 2014 e 2015.
Muitas vezes sem 'memória' as grandes metrópoles apagam rastros históricos e de lembrança de seus áureos tempos. Com São Paulo isso não foi diferente porém muito da história da capital paulista ainda existe, em vários graus de conservação, indo do deplorável ao magnificamente bem cuidado.
Antecipando o 'niver' da nossa Sampa, vejam o resultado nesses 100 anos:

Vista da rua 15 de Novembro em direção a Praça Antônio Prado em 1915e 2015.

Vista do Largo de São Bento em direção ao Viaduto Santa Efigênia em 1920 e 2015.

Vale do Anhangabaú em 1911, antes da inauguração do Teatro Municipal e 2014.

Largo de São Francisco, com a Academia de Direito ao fundo em 1874 e 2015.

Alto da Av. São João com a Praça Antônio Prado em 1914 e 2014.

Que venham mais 100 anos!!!


23 de maio de 2014

Arco do Triunfo de São Paulo... Oi?


Cadê, sumiu, ninguém sabe, ninguém viu.

'Arco do Triunfo de São Paulo, 1921, tendo ao fundo o relógio
da Estação da Luz.
Fiquei mega surpreso ontem (22/05) quando vi no blog do escritor 
Marcelo Rubens Paiva, do Estadão, fotos de 1921 de um 'Arco do Triunfo paulistano', bem no meio do Parque da Luz. O Arco, foi feito em homenagem ao então presidente da República Epitácio Pessoa.

Área da Estação da Luz com Avenida Tiradentes em São Paulo no inicio do século 20.
Local onde foi erguido e demolido tempos depois o 'Arco do Triunfo' paulistano
       É, a obra arquitetônica que não existe mais, foi demolida pouco depois 
        da partida do presidente. Uma pena, porque achei a obra bem legal.
Veja abaixo registros do monumento. Saiba mais, aqui.

A legenda da foto de 1921 diz: "O magnífico Arco do Triumpho construído no Largo da Luz,
destinado a comemorar a chegada do Sr. Epitácio Pessoa, presidente da República."

Bondes e veículos trafegaram entre o Arco. Ao fundo detalhe da torre da Igreja de São Cristóvão,
que existe até hoje, na Avenida Tiradentes.
Se estivesse até hoje no local onde fora construído, acho que o 'Arco' deixaria a região mais bonita. Só acho.

É isso ai!


17 de maio de 2014

Arena Corinthians: 18 de maio de 2014 será dia de MAIS história!

18 de maio de 2014, esta data irá repetir
 história. Chacotas pra lá, chacotas pra cá, o Corinthians não mais será chamado de 'sem teto'. Para todos nós corintianos, a 'tiração de sarro' dos rivais sempre incomodou, mas nunca foi verdade essa história. Hoje apenas rimos e neste domingo, TODOS poderão ver a TERCEIRA 'casa nova' de portas abertas. Visitantes serão bem vindos, adversários também.

Arena Corinthians - Perspetiva do estadio e seus arredores.

Ser corintiano, além de ser um orgulho indescritível era também ter que aguentar gozação dos adversários sobre o 'não ter estádio'. Tudo bem, se todos os nossos ilustres rivais soubessem a história do Corinthians, jamais poderiam fazer qualquer piada. o Corinthians dos times originais do início do século vinte foi um dos primeiros a ter seu campo na cidade de São Paulo. Para os padrões dos anos de 1910 o primeiro estádio era de grande porte. Sua segunda casa, que esta em pé a té hoje, deixou de ser 'confortável' desde os anos de 1980 incapaz de receber a gigantesca massa da nação corintiana. 2014 veio para dar uma cara, modernidade e gigantismo a casa do Spot Club Corinthians Paulista.
Vamos a um pouco de história.

1918 - Estádio da Ponte Grande
A 'primeira' casa

Estádio da Ponte Grande - imagem do acervo da Biblioteca do SC Corinthians Paulista

O primeiro estádio do Corinthians foi obra de um esforço coletivo. Depois de arrendar terreno na beira do Rio Tietê, o clube organizou um mutirão, formado por diretores, associados e jogadores, para construir um campo de futebol para 10 mil pessoas. A construção começou em 1916, e o local foi inaugurado dois anos depois, em um empate por 3 a 3 entre Corinthians e Palestra (hoje Sociedade Esportiva Palmeiras). Saiba mais sobre a 'primeira casa' do Timão aqui.

1928 - Estádio da Fazendinha
A segunda 'casa'

Estádio da Fazendinha ou hoje como é conhecido, Parque São Jorge
imagem do acervo da Biblioteca do SC Corinthians paulista

O estádio Alfredo Schurig, também conhecido como Fazendinha ou Parque São Jorge, foi comprado pelo Corinthians em 1926 e inaugurado em 1928. 
Inicialmente, quem mandava os jogos no local era o Sírio E.C. Com o dinheiro da venda da Ponte Grande, o Timão deu entrada nos mais de 40 mil metros quadrados e construiu uma nova casa. Na inauguração, Corinthians 2 x 2 América-RJ. Saiba mais aqui, sobre a Fazendinha.

2014 - Arena Corinthians.
A casa do povo

Talvez o mais moderno estádio da América do Sul, há quem diga que a Arena Corinthians (Itaquerão ou até mesmo Arena de São Paulo, como chama a FIFA, não importa) não é um dos mais bonitos, mas pra nós da nação corintiana é LINDO! Palco da abertura a Copa do Mundo do Brasil! Mas... Quem é que esta aqui preocupado com isso? A casa é nossa e neste domingo (18) somos NÓS que iremos jogar lá, é o CORINTHIANS contra o Figueirense, pela quinta rodada do Brasileirão. São 95 anos depois da primeira e humilde casa, 86 anos depois da inauguração da Fazendinha. Nesse 18 de maio de 2014, a casa é grande, bonita, perfeita, feita para todos os corintianos. Caso você não tenha visto muito detalhes dessa Arena, pedi ajuda ao Globo.com e vou mostrar mais detalhes de onde vamos 'morar' daqui pra frente. Vejam.







Que todos nós, da nação corintiana, sejamos muito felizes 
nessa linda casa nova!

É isso ai!


13 de maio de 2014

Amor de outros tempos

Orgulho e amor alheio em preto e branco.



As imagens aqui falarão por si. Realmente é outro tempo e alheias aos aplicativos, Facebooks ou Instagrams da vida, elas resistem ao tempo, dizendo que seus significados são atemporais, não envelhecem nunca. Não sei dizer quem são as pessoas, tão pouco quando foram tiradas estas fotos. Nem seria necessário que os não esclarecidos fossem alertados pelos modernos... O preto e branco até desbotado, diz muito mais do colorido que se possa imaginar e me sinto a vontade, inspirado nelas pra dizer um pouquinho que eu penso...




"Você deve estar saturado de ouvir uma infinidade de pessoas pregando o tal 'amor ao próximo', blá blá blás e retoricas de um mundo melhor e tals  mas ao mesmo tempo, incapazes de abraçar o amor alheio com igualdade. Pois é muito se ouve hoje em melhorar as pessoas, as relações, mas na prática existe uma sociedade deformada. Parece uma dificuldade tremenda para esse povo, tirar a visão obsoleta de que família necessariamente deve ter um homem, uma mulher e filhos e que casais do mesmo sexo não tem amor. Deformações de opinião tipo, dois homens juntos tem problemas psicológicos, é moda, defeito ou ainda 'safadeza' (é, essa é uma clássica definição que sempre vem a tona) fazem com que ainda hoje muita injustiça apareça por ai.




Tudo bem, muita coisa mudou nesse planetinha desde então. A legalidade que os casais gays (homoafetivos como queiram) conquistaram com a 'união civil' expôs ainda mais a felicidade e o desejo de 'todos' e 'todas' os homossexuais mas a aceitação desse amor ainda continua no patamar de 'são outros 500'.
O conceito de 'erro' esta tão enraizado na sociedade que extrapola o campo religioso. É mega comum ver um desses doutrinadores religiosos se ampararem nas suas crenças pra dizer que 'gays' são isso ou não são, agora um ateu falar em mesmo tom, como li recentemente já é demais.  Quer dizer, religiões acreditam que casais do mesmo sexo são um erro, justamente pelas suas crenças - nem quero entrar na seara de tentar explicar o 'porque' devem acreditar, pois isso levaria muito tempo e nem cabe - mas um ateu dizer coisas do tipo: "Eu não ligo de ser gay, só não quero perto de mim...", me é muito estranho.
Caso alguém tenha uma explicação razoável a me oferecer, agradeço...
Enfim, se o problema fosse esse estava bom, mas antes de achar isso ou aquilo com bases em sei lá o que, por que essa gente não supõe ao menos que 'nós' temos AMOR?



Os casais nessas fotos não são uma afronta, talvez nem fossem em suas devidas épocas. Estas pessoas que creio, nem mais vivas estão, não ferem direito algum, tão pouco foram ou são perigo a sociedade. Elas foram e são, por exemplo, pessoas que lutaram por seus direitos, que juntos decidiram ser melhores. 
Faz parte do ser humano, entende?
Agora, se você não vê um humano nessas fotos, me permito concluir que, o problemas não esta nas imagens, esta em você."










É isso ai!