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5 de setembro de 2017

Rogéria *** 1943-2017


"Esta homenagem, EU fiz em 2013, logo antes de Rogéria completar 70 anos de idade e 50 anos de carreira. Rogéria partiu na noite de 04/09/2017 vitima de complicações de uma infecção generalizada. Em seus 74 anos de vida, ela deixará um vácuo nos palcos da vida, porém Astolfo deixou muitas lições."

Reedito como tributo e um 'muito obrigado' pela linda história que deixou.

(Divas)

Prestes a completar 70 anos, 
Rogéria orgulha-se da carreira e diz: 
'Sou a porta-bandeira dos gays e travestis'

Rogéria 

Rogéria nasceu Astolfo Barroso Pinto em 25 de maio de 1943, carioca de Cantagalo no Rio de janeiro, prestes a completar 70 anos e 50 anos de carreira, ela tem sido o exemplo e a diva maior do mundo trans brasileiro;mesmo ainda nos dias de hoje com tantas facilidades de 'aparecer'. Artista multifacetada do primeiro time das estrelas, Rogéria continua rompendo barreiras com talento e opiniões fortes.
Rogéria começou a carreira como maquiadora da TV Rio. Foi incentivada a subir nos palcos por ícones como Fernanda Montenegro, Bibi Ferreira, 
Elis Regina, tornou-se vedete, ganhou o mundo e a família brasileira. A travesti está na boca do povo há várias gerações e seu talento, presença de palco e carisma são incontestáveis. Rogéria é mais que integrante da história do teatro, ela é a história da arte gay brasileira. Morou no exterior, apresentou se em muitos lugares, vários shows e em 1979 recebeu o Troféu Mambembe, pelo espetáculo que fez ao lado de Grande Otelo.

Personagem Alzira, da novela 'Lado a Lado' da Rede Globo.

Vinte e três anos depois de participar da novela 'Tieta' da Rede Globo, Rogéria esta de volta a emissora para interpretar uma mulher biológica:  Alzira, mãe da personagem de Maria Padilha e avó de Luciano (André Arteche). Para Rogéria, ator não tem sexo.

Versatilidade e beleza não tem idade.

“Moça coisa nenhuma, cara. Você tá vendo alguma senhora aqui na sua frente? Fique sabendo que o meu nome é Valdemar”, gritou a atriz em 1989, numa cena de 'Tieta' ao interpretar a apoteótica Ninete. Na ocasião,a personagem havia sido assediada desrespeitosamente por Amintas (Roberto Bonfin) e, quebrando as normas de gênero em rede nacional, provou desde aquela época que travesti não é bagunça.

'Maria, a louca' - personagem da comissão de frente da
Escola de Samba São Clemente em 2009

Rogéria nunca foi do tipo militante – tanto que suas declarações já causaram muita polêmica - mas fez da sua história o seu exemplo para o Brasil. Rogéria falou ao repórter Neto Lucon sobre sua carreira, mundo trans, sonhos e como lida com o passar dos anos... 
Confira: 

- São 50 anos de uma carreira impecável. Como você sobreviveu aos preconceitos, as invejas e aos próprios dramas?

Querido, um homem que se veste de mulher geralmente só tem sucesso quando é bonitinho. Se tiver talento, melhor. 
Mas, mesmo assim, aos 30 e poucos esse assédio vai acabando e você tem que virar caricata para se manter. 
Sinto que minha carreira é de fato bem sucedida, pois estou com 70 anos, tenho 50 anos de carreira, sou a mesma pessoa 
e estou aí até hoje. A Rogéria continua e é lembrada por todos. Agora, quanto aos meus dramas, garanto que não 
tenho problemas em ser Astolfo, não, não tenho esses grilos, sou muito feliz como sou. Talvez a minha diferença seja essa...


- Você faz questão de falar que não se considera mulher. Mas sua vida não ficou mais colorida com a Rogéria?

Muito mais colorida, claro, poxa vida. Mas também foi uma barra, pois passei por duas ditaduras. Uma aqui no Brasil e outra na Espanha. 
No Brasil, o negócio era o comunismo. Vi a perseguição ao Caetano Veloso, o Chico Buarque, a Zuzu Angel com o filho... 
Eu calava a minha boca, pois pensava: sou transgressora por natureza, morro aqui mesmo. Em 68, um delegado quis censurar a minha presença 
em uma peça teatral. Chorei muito, como nunca, mas consegui voltar depois. Com tanta pressão, acabei indo para Luanda, 
Moçambique, Paris, Portugal, Espanha... Mas lá disseram que eu não poderia trabalhar, pois tinha que ser mulher ou me fazer mulher 
– duas eram operadas. Após uma performance, um empresário disse que me daria um programa de TV se eu me operasse. Mas não, não quero tirar 
o pinto do meu sobrenome e nem da minha vida.


- Como foi que a Rogéria deixou os palcos e passou parte integrante do seu cotidiano?

Foi naturalmente... O cabelo foi crescendo, os seios ficando com detalhes mais femininos... Paris foi a cereja do bolo, 
pois estar no palco de mulher é uma coisa, mas andar na rua é totalmente diferente. Fiz um teste quando ia fazer um tratamento dentário: 
fui vestida de mulher, peguei ônibus, quis saber como seria vista... E foi tão bom. Era um personagem que tinha parado o trânsito. 
Consegui ganhar o Oscar! (risos).

- Neste ano, você completa 70 anos. A idade te assusta?

Não, não. Nunca tive problema com a idade e garanto que a vaidade não me pega. Aprendi a lidar com isso depois de um acidente gravíssimo de carro que sofri em 1981 [um caminhão atropelou o carro de Rogéria, quando ela levava um amigo de volta para casa durante a madrugada]. Ali, tinha certeza que havia acabado a minha beleza e a minha carreira. Foi um corte no rosto, em cima do olho, cicatrizes gritantes, que as pessoas sentiam pena.  Quarenta e cinco dias depois, eu estava trabalhando, apresentando os tradicionais bailes de carnaval com seis câmeras em cima de mim [ para o programa de Agildo Ribeiro]. Falavam sobre a minha aparência e eu perguntava: “Ok, mas como está o meu trabalho?” As 
“Seu trabalho é maravilhoso, fantástico”. Então, é isso que importa, 
o meu trabalho.


- Por falar em trabalho, começamos 2013 com uma excelente notícia. Você está escalada para a novela Lado a Lado. Como surgiu o convite?

Querido, estou com o texto na mão e empolgadíssima para participar dessa produção linda. A TV Globo sempre foi muito legal comigo, 
pois sempre há convites, trabalhos e um respeito enorme. Este convite veio dos autores [Claudia Lage e João Ximenes Braga] e estou muito feliz 
por fazer parte dessa equipe maravilhosa, como o diretor Dennis Carvalho (66), que consegue ser sucesso às 19h com uma novela de época.

- Você gosta de novelas de época? 

Gosto de qualquer trabalho, pois meu negócio é trabalhar, trabalhar, trabalhar. Tenho a consciência de que novela de época tem aquela inspiração chique. 
Vejo a Patricia [Pillar, 49] com aquelas roupas lindas e fico feliz a beça. Além da questão histórica, que nos faz aprender. Mas eu sempre gostei 
das novelas da Globo, das outras emissoras também. Acompanho todas, gosto da maioria. Menino, você acha que eu ia perder Avenida Brasil? Claro que não, achei ótima.

- Ao contrário da icônica Ninete, desta vez você vai interpretar uma mulher que nasceu biologicamente mulher. Como está sendo?

Ator não tem sexo, querido, faz o que tem que ser feito. Alzira é uma mulher altiva, é estrela, mãe da Diva e usa um vocabulário rebuscadíssimo. Tem uma cena que ela dirá ‘Que vergonha deplorável, aviltante’ (risos). Meu Deus! Há muito tempo não escutava ‘aviltante’.

No esplendor da juventude, ensaio sensual nos anos 70.

- Voltando a falar da Ninete, ela foi o seu personagem marcante da TV?

Foi realmente maravilhoso. Estar em uma novela em 1989 com personagem tão rico foi fantástico, um marco para a época. Fora o elenco, Betty Faria, Yoná Magalhães, Mirian Pires, aquele time de estrelas... Fico muito feliz porque sou bem recebida na Globo, quer dizer, em qualquer lugar. Hoje, apresento o programa Preliminares [Canal Brasil], que exibe filmes nacionais. Somos o segundo programa mais acessado do canal.

- Você também apresentou durante muito tempo o tradicional baile gay de carnaval, que depois mudou e tornou-se mais esculachado. Como foi? 

Minha intenção sempre foi não deixar acontecer o que acontece hoje: falta de respeito. Poxa, a família brasileira ficava esperando o baile, netos, avós, pais, pois era um trabalho para o público de casa. A câmera é o mundo que eu quero mostrar, então o respeito é importantíssimo. Fazia ao lado do Otávio Mesquita, que todo mundo acha 
que é homofóbico, mas que é uma pessoa maravilhosa, e procurava rir com a família brasileira.  Hoje, vejo que muitas delas vão a troco de aparecer no ridículo. Elas ficam de lado, esperando o momento de serem esculhambadas. Nunca passei por isso e nem quis. Hoje, não quero mais fazer...

- Você sempre fala do respeito à família. Isso se deve às professoras que teve, quando era maquiadora da TV Rio, Fernanda Montenegro, Bibi Ferreira, Elis Regina?

São professoras de primeiro grau, assim como a Irene [Ravache]. Quando fui estrelar uma obra, o Carlos Machado ficou meio reticente, mas a Irene deu o maior incentivo. Disse: “Rogéria é uma estrela, tem que estar”. Poxa, saber disso e vê-la hoje, brilhando em “Guerra dos Sexos” ao lado da Glorinha (Pires), é fantástico. Eu sou bem aceita por homens e mulheres, pois tenho uma postura legal. Me queiram bem porque eu não sou do mal. Sou a travesti da família brasileira. 

- Como é o seu contato atual com a comunidade LGBT?

Eles e elas gostam, me observam como um ícone. Mas não tenho blog, Twitter, nem Facebook, pois a minha rede social são as pessoas na rua, no meu convívio. Eu não fujo do fã, eu me entrego nos braços dele. Muitas senhoras, mães de gays e travestis, me param na rua e sempre, sempre é muito bom. Elas falam que gostam muito de mim e até que aceitaram 
os seus filhos pelo meu exemplo: “Quero que meu filho seja como você, que respeite o ser humano”. Isso é muito gratificante, imagina, uma mãe não ter preconceito por conhecer a minha carreira? Toda mãe tem medo que o filho vire um travesti maluco, então servir de um exemplo positivo é recompensador, transformador. Eu fiquei porque plantei, porque 
sou a porta-bandeira dos gays, das travestis. Não é brincadeira... 
Agora, vão atrás!


- Hoje, comemoramos o Dia da Visibilidade Trans. Acha que as travestis e transexuais conseguiram muitas conquistas? 

Tivemos, claro. Eu acho maravilhoso tudo o que conquistamos, dessa liberdade maior e do respeito. Ainda há problemas, mas pelo amor de Deus, cada um vive como quiser, ninguém tem que intervir em nada. Vejo hoje bons exemplos, trans em vários lugares, a Jane Di Castro cantando o hino nacional, elas articuladas, em reuniões... Embora seja encarado ao universo gay, achei de extrema importância a aprovação da união civil, que é o mais importante que o casamento em si. Agora, ninguém vai mais tirar o seu dinheiro depois que o outro morreu. Eu, por exemplo, já fui casada durante 19 anos, morava com ele, a minha mãe e os meus irmãos...

- Como era a sua mãe?

Era a melhor mãe do mundo. Ela morreu há dois anos, com 91 anos. Mas vou te contar, que mãe maravilhosa! Nunca me perseguiu, me desapontou, apesar de eu ser muito levada. Aprontava muito, era terrível e todo mundo sabia o que eu era. Brincava de Cleópatra aos oito anos, brincava de Tarzan e Jane e claro que eu era a Jane (risos). Tive uma infância normal, bacana, me joguei na água de chuva, subi o morro, fiz tudo o que uma criança saudável fazia. Nunca sofri nada dentro de casa. Isso me fez ser bem resolvida e feliz. Eu sou muito feliz por ter tido a mãe que eu tive. Nunca sofri bullying.

- Uma curiosidade... É verdade que você não tem silicone?

Não (risos).


- Mas eu assisti a peça Sete – O Musical e vi que você estava com grandes pares de seios... 

(Risos) Eu botava embaixo do sutiã bastante espuma para dar um volume. Mas você pode notar que era bem molinho, não era aquela coisa enrijecida de silicone. Não sou contra, só não gosto de exagero. Essas americanas de seis imensos, Deus me livre, faz mal para coluna. Tem uma amiga minha que estava com um peitinho murchinho, por conta da amamentação 
e perguntou o que eu achava. Disse: “Desde que você não coloque demais...” Ela foi lá, falou para o médico o tamanho que queria, fez e ficou linda.

Rogéria, qual é o seu sonho? 

Meu sonho é ver nosso país acabar com essa política cheia de ladrões. Para isso, tenho um aliado: Joaquim Barbosa. Deveria existir mais Joaquins, não perderia uma sessão. Sonho que um dia acabe com a pobreza, com esse craque, com essas crianças morrendo. Se eu fosse uma fada, mudaria tudo.

Mas na sua vida, profissão, já fez de tudo?

Acho que já fiz de tudo. Olha que maravilha, estou com quase 70 anos e estou conversando com você, um jovem. Digo: “Poxa vida, graças ao bom Deus e a Virgem Maria eu consegui realizar tudo, 
mesmo diante daquele acidente”. Deus está comigo. As pessoas pensam que a gente não tem religião, mas o que importa é a nossa alma. O corpo vai apodrecer, mas você tem que estar limpo na alma, 
no amor. E eu sou essa pessoa, tenho Cristo dentro de mim. Amém. 

Rogéria - 1943 - 2017

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DIVA!
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16 de janeiro de 2015

Liberdade de expressão: Demonstração de afeto gay, num século sem selfies...

Selfies, assim eu minimamente descrevo nossa era de comunicação. Temos hoje em dia a liberdade de publicar quantas selfies quisermos, onde quisermos e fazendo o que bem entendermos. Gozamos dessa liberdade, usamos esse direito e em muitos casos até abusamos... kkkk

Para quem nasceu na era da idade da 'internet' talvez possa ser meio complicado entender com era viver sem isso. Como era interagir sem computadores, sem facebook, sem instagram!!!! OMG! kkkkk. É fácil para a maioria de nós expormos-nos em redes sociais nas mais diversas poses, sentimentos, desejos e expressões. É praticamente uma coisa atoa postar a foto como nosso namorado ou namorada, levar zilhões de curtidas e deixar o mundo saber que aquele ou aquela é a razão de tanta felicidade. Hoje nesse post, vou exibir algumas fotos desse 'antigamente', onde homens orgulhosos exibiam seu bem querer para seus parceiros. Fotos carregadas de ternura, sensualidade, amor, orgulho, algumas com uma singeleza até triste. Fotos que o mundo não via, que o mundo não curtia, fotos secretas de amores que; podem apostar; eram muito, mas muito parecidos com os nossos.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Fotos tiradas do site: HOMO (http://www.homohistory.com/)























11 de janeiro de 2015

12 top lugares para férias gay

Top dos tops!



Pé na estrada? SEMPRE! - Não é de agora que se reconhece no público gay viajantes frequentes, também não é novo dizer que os gastos com viagens e tudo que nelas se faz como diversão; para nós gays; é feito com maior frequência e volume. São cada vez mais numerosos os países que reconhecem a igualdade de indivíduos e casais do mesmo sexo. Aqui sugiro conhecer e visitar os destinos mais progressistas, inclusivos e respeitosos do mundo, que abrem seus braços ao turista LGBT.

COPENHAGUE (DINAMARCA)

A Dinamarca pode ser terra-natal do Lego e estar na vanguarda da nova cozinha nórdica, mas o mais importante é que, em 1998, fez história ao se tornar o primeiro país do mundo a reconhecer as uniões do mesmo sexo. E no coração da Dinamarca está sua capital, compacta e pavimentada por paralelepípedos, com uma beleza tranquila.

Em Copenhague está um dos bares abertamente gays mais antigos da Europa, o Centralhjornet, inaugurado na década de cinquenta. Assim como o moderno bairro de Vesterbro, que também abriga o distrito da luz vermelha da cidade. Esta é uma das populações mais tolerantes e abertas da Europa, com um ar funcional, mas vanguardista, uma enorme variedade de bares, encantadores hotéis gay-friendly e uma agenda cultural cheia de eventos que fizeram da cidade um dos lugares mais acolhedores do mundo para a comunidade LGBT.

A torre da Prefeitura, com seus 105,6 metros, é um dos edifícios mais altos de Copenhague e oferece uma vista esplêndida das ruas de paralelepípedos. Em 2014, a praça contígua foi batizada de Praça do Arco-Íris, em reconhecimento à luta pela igualdade de direitos.

NOVA ZELÂNDIA

A “Terra da Grande Nuvem Branca” também é conhecida por sua atitude tolerante e progressista com a comunidade LGBT. Em 1998, a Nova Zelândia foi o primeiro país a adotar o selo Gay/Lesbian Friendly em estabelecimentos comerciais e hotéis, uma iniciativa hoje reconhecida mundialmente. O país conta com uma ampla rede de hospedagem em casas de famílias que acolhem gays e lésbicas, do norte semi tropical às profundezas geladas do sul. Desde que foi aprovada a lei do casamento entre homossexuais, em 2013, a Nova Zelândia promove ativamente as viagens para casamento entre a população australiana e de outros países do Pacífico com leis de igualdade menos progressistas. A Semana Gay de Esqui, parte do Winter Pride, tornou-se um evento clássico do calendário gay e é realizada na pitoresca Queenstown entre o final de julho e o início de agosto.

TORONTO (CANADÁ)

Toronto continua a ser uma referência para o viajante LGBT na América do Norte, e o Canadá é, sem dúvida, o país mais avançado e progressista do continente no tocante à homossexualidade. Situado em Church-Wellesley, o The Village é o centro cultural LGBT de Toronto, como galerias, teatros e lojas gay-friendly. O lugar abriga eventos como a Semana do Orgulho Gay, a Marcha do Orgulho Gay ou a Marcha das Dykes, para lésbicas, e toda uma subcultura gay está presente há décadas. Em breve o The Village também terá um centro de fitness gay que estará entre os maiores do mundo, no número 519 da Church St.

Na fabulosa festa de Halloween do Village não se veem fantasias de esqueletos ou bruxas: é mais bacana ir fantasiado de Gwyneth Paltrow, com o longo cor-de-rosa que ela usou na entrega dos Oscar, ou de Lady Gaga, com seu chapéu de caranguejo.

CALIFÓRNIA (EUA)

Palm Springs, onde o sol brilha o ano inteiro, fica 160 km ao sul de Los Angeles. A cidade aderiu em cheio a tudo o que é LGBT e oferece uma variedade impressionante de atividades ao ar livre, excelentes lojas e restaurantes e a melhor piscina do mundo para tomar sol. Além disso, é o lugar com a maior oferta do mundo de hospedagem para casais homossexuais (em muitos desses lugares, a roupa é opcional). Só é preciso levar protetor solar!

Para os rapazes, um dos resorts gays nudistas mais tradicionais é o Escape Resort, ao estilo dos anos 1950. As moças podem interessar-se pela Casita Laquita, de inspiração colonial.

SITGES (BARCELONA)

A cidade litorânea de Sitges fica a apenas 35 km ao sudoeste de Barcelona e tem a primeira discoteca gay da Espanha, inaugurada na década de 1980. Hoje ela é um dos quatro grandes destinos do turismo gay. Suas praias arenosas, algumas delas para nudistas, a convertem em um destino favorito dos rapazes, mas sua eclética agenda sempre oferece alguma coisa para todos os gostos.

Os outros três grandes destinos europeus são Míconos, Grã Canária e Ibiza, escalas imprescindíveis nos cruzeiros LGBT.

BERLIM

A capital alemã tem lugar para todos os fetiches possíveis. A cidade é uma vitrine que exibe o lado mais selvagem dos alemães, com uma vibrante tradição de lazer gay que vem dos dourados anos 1920. Os bairros de Schoneberg (onde é promovida a parada do Orgulho Gay), Kreuzberg e Prenzlauerberg têm bares, clubes e restaurantes muito diversos. E não existe horário de fechamento em Berlim, de modo que a festa nunca acaba!

Os mais intrépidos podem curtir a Semana Fetichista, na Páscoa, ou vestir-se de couro no Folsom Europe.

SKIATHOS E MÍCONOS - GRÉCIA

Desde que Jackie Onassis começou a visitar Míconos, nos anos 1970, essa ilha grega de casas caiadas e pátios floridos se encheu de gays em busca do glamour e do sol do Mediterrâneo. Se a ideia são férias menos hedonistas, as praias de areia, as águas cristalinas e as frondosas colinas de Skiathos são uma alternativa mais tranquila e autêntica para o viajante LGBT.O hotel butique Elysium, exclusivamente gay, é ideal para quem pretende se divertir em Míconos.

NOVA YORK

Os distúrbios de Stonewall, no final da década de 1960 em Greenwich Village, marcaram o nascimento do movimento em defesa dos direitos dos homossexuais. As comunidades nova-iorquinas de West Village, Chelsea e Hell’s Kitchen, modelo de abertura, oferecem um fabuloso leque de opções gay-friendly, e a cidade, com lugares de referência como Christopher St., a Harvey Milk School, os Lesbian Herstory Archives e os teatros da Broadway, é um paraíso para o viajante gay.Quem pretende selar sua união durante a visita à Grande Maçã pode se informar aqui.

REIKJAVIK (ISLÂNDIA)

A capital mais setentrional do mundo é considerada uma das cidades mais abertas e inclusivas. Em 2015, Reikjavik celebrará sua 17ª marcha do Orgulho Gay (uma das mais antigas de Europa) e o evento Bear on Ice pela décima primeira vez. A Islândia tem uma das legislações mais progressistas da Terra. Em 2006, os casais do mesmo sexo ganharam os mesmos direitos dos heterossexuais em todos os campos. Além disso, é um dos destinos mais interessantes da Europa, sendo possível passear por trás de cachoeiras, explorar vulcões adormecidos ou passar o dia em uma de suas muitas lagoas geotérmicas: um paraíso para aventureiros.Para participar do Bears on Ice é preciso se inscrever em www.bearsonice.org.

MONTEVIDÉU (URUGUAI)

A inclusão de Montevidéu nesta lista pode ser controversa, considerando o ambiente conservador de muitos países da América Central e do Sul. Só que o Uruguai, um dos menores países sul-americanos, é também o mais avançado. Em 2013, foi o primeiro país latino-americano a legalizar o casamento homossexual, e desde 1934 a homossexualidade não é crime. A atitude relax da capital uruguaia, Montevidéu, é um brilhante contra ponto à azáfama de outras cidades, como Buenos Aires. Por sua vez, a capital argentina é uma cidade também cada vez mais aberta como destino LGBT.

RIO DE JANEIRO

Copacabana, Ipanema, Leblon, praias famosas no mundo todo e que ganham cada vez mais frequência do público gay. Não é novidade por lá ainda mais que nos últimos anos a cidade do Rio tem e tornado cada vez mais friendly com ações dos governos da cidade e do estado. Em Ipanema, o posto nove da praia é totalmente gay, com quiosques 'amigos' e área demarcada com a bandeira do arco íris exposta ao longo da orla. O Rio de Janeiro por si só tem atrativos naturais suficientes para atrair e satisfazer qualquer viajante gay ou não. Destino mais que TOP do turismo brasileiro a cidade que vem sendo sede de mega eventos mundiais é sem dúvidas merece figurar neste ranking.

SÃO PAULO

A maior cidade do hemisfério sul. A maior cidade brasileira. A maior... Bem, São Paulo é uma megalópole em todos os aspectos e mesmo sem os atributos naturais do Rio de Janeiro, sempre foi Friendly por vocação. Rede hoteleira variada, centro gastronômico de primeira e dona de uma vastíssima vida noturna e centro de compras e negócios. Sim São Paulo é destino certo para todos tipo de viajantes e foca no público gay para ser centro de visitação cada ano mais concorrido. Dona da maior parada do orgulho gay do mundo, São Paulo focou em ações que atraem cada vez mais o público que segue a bandeira do aro íris. A selva de pedra brasileira deve muito pouco aos grandes centro da Europa ou dos EUA.

Fez as malas ou sentiu vontade de fazer? Então aproveite suas férias e conheça o que de melhor o mundo Friendly tem a oferecer.
BOA VIAGEM!


31 de outubro de 2014

Prefeito de São Paulo quer priorizar gays no Minha Casa Minha Vida.



Por esta nem mesmo 
os mais otimistas esperavam! 

Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, coloca gays, travestis e índios na fila prioritária do Minha Casa Minha Vida, noticiou na tarde de hoje, 31, o colunista DIEGO ZANCHETTA do jornal O Estado de São Paulo. Veja a matéria do Estadão aqui

Segundo Zanchetta, uma resolução do Conselho Municipal de Habitação (CMH) definiu que gays em situação de violência, travestis moradores em albergues e índios também podem ser beneficiados com prioridade nas unidades do Programa Minha Casa Minha Vida construídas em São Paulo. A norma complementar ao projeto do governo federal, publicada hoje no Diário Oficial da Cidade, também permite incluir na fila prioritária do programa moradores em áreas limites de municípios vizinhos da capital paulista e idosos sozinhos com mais de 60 anos.

O objetivo das regras é incluir entre os beneficiários prioritários do programa centenas de gays e mulheres que sofreram ameaças ou violência doméstica e que são atendidos em albergues e moradias da Prefeitura. Dezenas de travestis que também moram nos abrigos municipais vão ter direito a tentar entrar no programa, desde que comprovem que está “oriunda de situação de rua”. São mais de 8 mil pessoas atendidas todos os dias nos 62 albergues, abrigos e casas de acolhimento do governo.

Prioritariamente, o programa definiu o atendimento para moradores em áreas de risco, mulheres que cuidam sozinhas da família e casais de baixa renda com filhos, conforme decreto de 2009 do governo federal. Não havia categorias específicas para priorizar o atendimento de gays e de travestis sozinhos e em situação de violência, por exemplo.

Segundo movimentos de moradia que também são parceiros na construção de unidades do Minha Casa Minha Vida na capital paulista, a pessoa que mora sozinha de aluguel (seja gay, solteiro adulto ou idoso) dificilmente consegue ser beneficiada.
Na resolução publicada hoje, o governo municipal também incluiu nesse rol de possível beneficiários do programa idosos sozinhos com mais de 60 anos, moradores na capital.
Ao todo, a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) está construindo na capital paulista 22 mil unidades do Minha Casa Minha Vida – a meta do governo é construir 55 mil até o final de 2016, para famílias que ganham menos de R$ 1.600 mensais. O programa do governo federal previa que o município parceiro nas obras poderia editar normas complementares para definir quem está em situação de vulnerabilidade na cidade.

Uma iniciativa muito louvável!
Vamos acompanhar.