˙˙·٠•● eu sou a lenda ☠ eu (r)existo ●•٠·˙˙™ - UM POUCO MAIS!

28 de agosto de 2007

A.M.O.R - bem necessário.



Crônica do Amor


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Elton John ou Madonna. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquele petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ele não respondeu, você deu flores que ele deixou a seco. Você gosta de rock e ele de drad-music, você gosta de praia e ele tem alergia a sol, você abomina Natal e ele detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então, que ele tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dele é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ele e ele adora implicar com você. Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua coxa, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonito. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor? Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu lindo + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais e ficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.



Texto extraído do site www.pensador.inf
Foto de domínio público da net

27 de agosto de 2007

Filtro Solar,por Pedro Bial



Filtro solar!
Nunca deixem de usar o filtro solar. Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro seria esta: "Usem o filtro solar!"
Os benefícios a longo prazo do uso de Filtro Solar estão provados e comprovados pela ciência, já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante.
Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês...
Aproveite bem, o máximo que puder,
o poder e a beleza da juventude.Ou, então, esquece...
Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado.
Mas pode crer que daqui a vinte anos você vai evocar as suas fotos e perceber de um jeito que você nem desconfia hoje em dia, quantas, tantas alternativas se escancaravam a sua frente e como você realmente estava com tudo em cima, você não está gordo ou gorda...
Não se preocupe com o futuro.Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentarresolver uma equação de álgebra.
As encrencas de verdade em sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada e te pegam no ponto fraco às 4 da tarde de uma terça-feira modorrenta.
Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade. Cante!
Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.
Use fio dental.
Não perca tempo com inveja.
Às vezes se está por cima,às vezes por baixo.A peleja é longa e, no fim é só você contra você mesmo.
Não esqueça os elogios que receber.
Esqueça as ofensas.Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor.
Jogue fora os extratos bancários velhos. Estique-se!
Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida, as pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos vinte e dois o que queriam fazer da vida.Alguns dos quarentões mais interessantes que eu conheço ainda não sabem.Tome bastante cálcio. Seja cuidadoso com os joelhos.Você vai sentir falta deles.
Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.
Faça o que fizer não se auto congratule demais, nem seja severo demais com você. As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo.É assim para todo mundo.
Desfrute de seu corpo use-o de toda maneira que puder,mesmo!!
Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele.
É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir. Dance! Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto.
Leia as instruções mesmo que não vá segui-las depois.
Não leia revistas de beleza, elas só vão fazer você sea char feio.
Dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.

Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que você conheceu quando jovem.
More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.
Viaje!
Aceite certas verdades inescapáveis: Os preços vão subir, os políticos vão saracotear, você também vai envelhecer.
E quando isso acontecer você vai fantasiar que quando era jovem os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes e as crianças respeitavam os mais velhos. Respeite os mais velhos!!
E não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada.
Talvez você case com um bom partido, mas não esqueça que um dos dois de repente pode acabar.
Não mexa demais nos cabelos se não quando você chegaraos 40 vai aparentar 85.
Cuidado com os conselhos que comprar,mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
Conselho é uma forma de nostalgia.
Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo,esfregá-lo,repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.
Texto: "Filtro Solar" de Pedro Bial - extraido do site www.vagalume.com.br
Fotos: dominio público -

1 de agosto de 2007

apenas um pouco mais de atenção

foto: Paulo Franco
“Com um ano de vida eu não imaginava que iria envelhecer pedindo pro mundo um pouco mais de atenção. Sequer cogitava abrir espaço, escondendo o rosto, subvertendo meus talentos, usando uma armadura invisível pra anular qualquer indício de foco dos inúmeros holofotes fáceis.
Com um ano de vida, não me lembrava como é dura a realidade, como é triste se sentir só, como é chato lembrar se e perceber que talvez você não lembre...
Envelhecer aprendendo. Conclusão inevitável e batida, já que é assim que realmente funciona a vida. Envelhecer e colher os frutos do trabalho realizado. Envelhecer e ver que no fundo, as mesmas impressões que se tinha do mundo permanecem.
Eu tenho estado preocupado e empenhado demais em explicar como tudo realmente poderia funcionar. Olho ao meu redor e vejo que ainda continuo a pedir por um pouco de atenção. Atenção que acho que não tenho. Atenção que sinto faltar e muito.
Se eu tivesse optado por chamar atenção por aquilo que construí, talvez teria menos queixas que hoje. Digo talvez, pois, elas certamente existiriam, em outros números, outras queixas.
Assumo ser um inconformado. Assumo, pois, este foi e é o meu plano de vida. Eu acordo a cada dia com não conformidades latentes, com a necessidade de manter meu staf, de manter os planos retos, de sustentar que não tenho que ser como meu argumento diz.
Revi hoje a foto acima e com ela veio um retrocesso nas minhas idéias, uma viajem plana dentro do submundo que guardo no peito.
Com um ano de vida, fui fotografado pedindo atenção, marca indelével daquilo que iria ser.
Minha voz ainda não pronunciava palavras que pudesse cantar. Minhas mãos ainda não eram capazes de construir máquinas tão pouco escrever poemas. Eu não sabia que poderia estudar, criar dilemas, sorrir tão pouco, demonstrar afeto, sentir carinho.
Fui fotografado expressando nos olhos que queria apenas um pouco mais de atenção...”

É isso ai....


30 de julho de 2007

">>> vou meter um Marlon Brando nas ideias e sair por ai..."




"Preso nessa cela

De ossos, carne e sangue,

Dando ordens a quem não sabe,

Obedecendo a quem tem,

Só espero a hora,

Nem que o mundo estanque,

Pra me aproveitar do conforto,

De não ser mais ninguém.


Eu vou virar a própria mesa,

Quero uivar numa nova alcatéia,

Vou meter um "Marlon Brando" nas idéias,

E sair por aí,

Pra ser Jesus numa moto,

Che Guevara dos acostamentos,

Bob Dylan numa antiga foto,

Cassius Clay antes dos tratamentos,

John Lennon de outras estradas,

easy rider, dúvida e eclipse,

São Tomé das letras apagadas,

E Arcanjo Gabriel sem apocalipse.


Nada no passado,

Tudo no futuro,

Espalhando o que já está morto,

Pro que é vivo crescer,

Sob a luz da lua,

Mesmo com sol claro,

Não importa o preço que eu pague,

O meu negócio é viver..."


Sá, Rodrix & Guarabyra - "Jesus Numa Moto"
"Um Anjo"

Meu menino lindo,
meu menino fofo,
meu menino esperto,
meu menino anjo...
TE AMO!

30 de junho de 2007

Traje de gala para dias cinzentos de carência...

Armadura atuliazada do Homem de Ferro para o cinema... aguardem

Metalizado por fora... Transparente por dentro...


Em certos dias cinzentos de carência, não encontro nada mais adequando que transportar me de dentro pra fora. Tornar me um casulo... Intransponível... Imaginário... Um Homem de Ferro.

Prefiro sim iluminar tudo ao redor, tornar me visível, colossal, indiferente. É exatamente assim que consigo burlar a falta que sinto com um pouco de fantasia e deixar claro que sou carente tbm.

Posso falar tranquilamente de tristeza, pois sou um cara triste e assumo. Tem tanta gente triste que disfarça...

Ser um Homem de Ferro... Imaginário... Fabuloso.

Metalizado por fora... Transparente por dentro...

Tem dias que me importo com a falta de declarações explícitas de carinho!

Sinto falta.

Mas...


armadura do Homem de Ferro nos quadrinhos atuais...

Fotos : site da Mrvel Comics - www.marvel.com

25 de abril de 2007

foto montagem: Paulo Franco

As quatro estações – o texto
Inicio 16/10/2005



“O meu sonho realizado. O meu céu, minha terra, meu sorriso. Aos meus amigos... Aos olhos mais lindos... Ao amor... Meu amor”.




Introdução

São Paulo, 25 de setembro 2056.

Olho me no espelho agora e asseguro que estou completamente lúcido. Não tenho muito mais o que fazer, a não ser viver o que me resta nesta vida.
Tudo o que construí, ficara por ai e aqui neste apartamento depois que me for. As lembranças boas desta minha passagem irão comigo; gravas na minha consciência; heranças para desfrutar numa outra oportunidade quem sabe.
Eu sempre quis ser um homem de bem; sei que nem sempre consegui; mas acho que entre mortos e feridos, fiz o que deveria e até ouso dizer que algo mais eu realizei.
Concordo que já é inútil lamentar por tudo o que senti, desde o memento que me deparei com uma outra condição de vida. No fundo acho que já aceito que realmente escolhi ter sido assim.
Olho para as paredes deste lugar e sinto um alívio estranho, quase salvador e ao mesmo tempo amedrontador. Sei que daqui a pouco não estarei mais sozinho, Bruno chegará trazendo seus amigos e me tirará destes devaneios. Ele irá olhar me com seus olhos meigos, dirá o que vem tentando dizer há dias e eu; ciente do que se trata; irei cumprir o que deveria ter feito por mim mesmo há muitos anos traz.
Lembro me; e como a idade nos deixa clarear as coisas; que quando estudava a doutrina que já a muito me norteia, ouvia dizer das certezas que poderíamos ter para melhorar nossas condutas. Condutas que me colocavam em cheque; que tanto me fizeram pensar; e se hoje posso dizer que não estarei só neste dia, devo a esta confusão mental que me abalroou em cheio.
O tempo é capaz de desfazer tudo o que imaginamos ao longo de uma vida inteira. É capaz de impor outras regras e de nos jogar numa situação incomum mesmo antes que possamos nos definir de vez.
Se eu for juntar todas as etapas até chegar aqui; enumerar os riscos e acertos que fui capaz de cometer; não posso de maneira nenhuma desdenhar da capacidade que tive em dizer sim as propostas do desconhecido. Eu disse inúmeros sim.
Esta noite eu estarei novamente desfrutando de uma sensação que não vivo há muito tempo. É extremamente engraçado como perdemos a ingenuidade com o passar dos anos e a certa altura da vida a recuperamos. Sinceramente eu gostaria de voltar no tempo e revisitar uma época muito importante. Quando eu era uma das Estações.
Agora que estou vivendo o derradeiro ato do outrora inverno, tenho este desejo contido, como um dos últimos.
Meu garoto chegará logo e ele faz hoje aquilo que já fiz. Vive sua juventude, esta se formando com mais acertos e quem sou eu, para corrigir ou refutar o fato. Certamente, quando ele chegar; achando pegar me de surpresa; trará a vida tudo aquilo que esta hoje guardado dentro desta velha cabeça, dará me a oportunidade de ver me inserido dentro de um quadro azul e limpo, claro como nos anos bons. Sua alegria me trará conforto e animará meus olhos, como ele já animou numa certa manhã de outro setembro.
Bruno; meu filho; a maior de todas as minhas alegrias. O maior de todos os meus gestos, o presente que um homem que completa hoje oitenta e oito anos, pode receber de Deus.


O autor
foto> "As Quatro Estações" por Paulo Franco.
texto> Introdução do livro "As Quatro Estações" de Paulo Franco

4 de abril de 2007

"Partidas"







Viagem: - Deixar um lugar... Visitar outros.




- Ausentar-se...




- Cumprir uma nova etapa...




- Partir.








Viagem 2: - Transgredir a realidade...




- Distorcer...




- Pirar na batatinha...




- Despirocar.



Eu e Tato, na porta da Blue Space em 31/03/2007 - foto: Paulo franco

Dia desses, quando completamente transgressor da dura realidade que atinge a todos nós, dos inúmeros copos de vinho, na sala da minha casa, tive o "insight" de trazer dos devaneios ao papel minha mais significativa criação dos últimas décadas.

Tirei das páginas do meu caderno e das memórias solitarias da minha cabeça a definição que sem dúvidas mudou o rumo da vida do quatro homens-moleques nessa cidade chamada São Paulo.


"As Quatro Estações"


Mas pra que estou escrevendo isso tudo agora...
As ideias não sairam correndo da minha cabeça, tão pouco do meu coração.
A vida continua numa escalada, continua dura é claro, mas continua.
Para que estou escrevendo isso tudo?
Siplesmente pra exaltar a simplcidade de uma palavra nova e ao mesmo tempo ampla:


AMIZADE.

Junior, Tato e Eu, na estação Barra Funda antes da Parada 2006 - foto: Paulo Franco


Lembro me de um tempo onde tudo poderia ser resumido a mim e aos meus projetos e estilos.

As baladas eram apenas minhas e o mundo tbm.

Tempo que já ficou bem distante e esquecido.

Esquecido, se não fossem os atropelos das coisas e a ausencia sentida que as amizades fazem.

Acho que das "viagens" que fiz a mais bela e doce foi dar asas a minha imaginação e fazer de uma sinfonia o tema de alguns dos melhores momentos da minha vida gay.

A obscuridade de dias solitários se tranformaram em versos leves e livres de tardes como as que passei simplesmente andando de um lugar ao outro pela área do center 3 na Paulista. As baladas, os risos, as farras...

Meus dramas se atenuaram depois de sentir que ali do lado existiam ombros capazes de me fazer reagir e voltar a cavalgar denovo.

Por que estou escrevendo tudo isso?

Talvez por saudade antecipada.

Saudade do "Bate Estacas", do multicolorido, do mais alegre.

Talvez seja angustia de ver a obra incompleta. A criação perdendo uma das cores. A vida um pouco menos alegre.


, é por saudade sim, mas muito mais por um sentimento capaz de remover montanhas, recompor caminhos, rever planos, dissolver distâncias.



AMIZADE!

foto: Paulo Franco

Amizade tão querida, tão difícil nos dias de hoje.
Amizade que dispensa apelo público.
Amizade que requer carinho e cuidado.
Amizade que sempre teve respeito.
Amizade que não se quebra.
Por que to escrevendo tudo isso?
Pra dizer que a Australia é logo ali.
Que o Inverno também dá medo por lá.
Que o Outono também bate seus cabelos e derruba as folhas.
Que o Verão talvez seja tão raro lá como o nosso Ju.

Quero dizer que bem mais que palavras, o roteiro dessa "Viagem" tem um apelo:


VOLTE LOGO!

VOLTE LOGO PRIMAVERA.

VOLTE BEM MAIS FELIZ!

06/04/2007 - As Quatro Estações ficam momentaneamente sem sua Primavera....

29 de março de 2007

"Lamento triste."


Pare as correias do tempo
meus pedaços estão ficando soltos,
minha máquina quer parar.
Não deixe me pelo caminho
estou me soltando das amarras,
perdendo compasso, cor,
pareço um traço mal pintado nessa tela.
... onde foi parar o meu sorriso,
onde posso encontra-lo denovo.
"Sou hoje pista vazia esperando aviões."
Pare as máquinas deste trem,
chame por alguem
o maquinista não sou eu.
Abro a janela e tudo escuro
vou jogando me ao vento te vendo passar.
Não me deixe ficar na estação
estou perdendo corpo, sono
tenho sido um pianista esquecendo se de tocar.
... onde foram meus ouvintes
onde posso encontra-los denovo.
"Hoje sou como o lamento triste do canto da sereia."
Pare me antes que eu cale de vez
antes que me levem pra seguir adiante
antes de me perder de vez.
Não me deixe varrer o pensamento
perder o capricho do faz de conta
o tom de cantar bonito
antes que bata asas em silêncio.
"Sou um romântico em extição."
Pare as correias do tempo
antes que aquela estrela brilhante
te faça chorar de saudade.
Eu preciso ser de mim mesmo.
Texto: Paulo Franco 29/03/2007 - "Estou precisando ser de mim mesmo"
Foto: Paulo Franco - "colcha de retalhos"
"Nas ruas de outono, os meus passos vão ficar.
E todo o abandono que eu sentia, vai passar.
As folhas pelo chão que um dia o vento vai levar, meus olhos só verão que tudo poderá mudar.
Eu voltei por entre as folhas da estrada, pra dizer que sem você tudo ficará sem graça.
Quero ter você bem mais que perto, com você eu sinto o céu aberto.
Daria pra escrever um livro, se eu fosse contar, tudo o que passei antes de te encontrar.
Pego tua mão e peço pra me escutar, teu olhar me diz que você quer me acompanhar.
Eu voltei por entre as flores da estrada, pra dizer que sem você,
tudo ficará sem graça."
Texto: "Ruas de Outono" - Ana Carolina & Antonio Villeroy
Foto: Dominio público

1 de março de 2007

AMOR!

Ele me pegou. Agora eu sou dele pro resto do dia, da semana, do mes, do ano, da vida.

Ele sabe o que eu quero, as vezes acho que não...

As vezes no meio da multidão, sintos os seus olhos me acharem, levando me bem pra perto, pro seu coração.

Ele tem medo de me dizer o que sente.

Quer brincar e mexer comigo, quer beija minha boca e puxar me pra si. Ele me dá vontade de gritar te amo, te amo, tea amo, te amo, te amo, te amo, enquanto tiro a roupa, enquanto saio pelo mundo, enquanto estou pra chegar.

Eu o quero tanto, que as vezes doi, quero matar os garotos feios que o rodeiam, quero viver eternamente viajando pra poder chegar.

O amor nasceu e se não queimar com ele, vou arder sozinho.

Ele me pegou!




"EU TE AMO!"